Edital para primeira infância no contexto da pandemia da Covid-19 – BAOBÁ – FUNDO PARA EQUIDADE RACIAL

Por BAOBÁ – FUNDO PARA EQUIDADE RACIAL – Acesse o edital original.

Qual o pai ou a mãe que não quer uma vida melhor para seus filhos? É nas futuras gerações que vemos a oportunidade de corrigir aquilo que prejudicou nossa vida – um sonho crucial, no caso de quem vive em condições de desigualdade e que fica mais distante no contexto da pandemia da Covid-19. As crianças que estão nascendo agora em 2020 correm o risco de passar a primeira infância em um ambiente ainda mais pauperizado e vulnerável do ponto de vista social e econômico.

Esse cenário levou o Fundo Baobá, em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a Porticus América Latina e a Imaginable Futures, a lançar um edital para selecionar iniciativas de apoio a famílias que, em seu núcleo, tenham mulheres e adolescentes grávidas, mulheres que deram à luz e homens responsáveis e corresponsáveis pelo cuidado de crianças de 0 a 6 anos no contexto da pandemia Covid-19 para receberem apoio emergencial no valor de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais) a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

Podem pleitear a doação pessoas físicas que atuem nas áreas de saúde, educação e assistência social, com experiência prévia comprovada em formular e implementar ações dirigidas a crianças de 0 a 6 anos, seus familiares e cuidadores, incluindo homens; mulheres e adolescentes grávidas ou que acabaram de dar à luz.

Serão priorizadas propostas apresentadas por profissionais das áreas citadas acima e que se autodeclarem negros (as), indígenas, migrantes ou refugiados (as) e que estejam voltados para o apoio às famílias que vivem em contextos de desigualdades sociais, violência urbana e/ou intrafamiliar, desemprego, fome e outras adversidades agravadas no contexto da pandemia da Covid-19.

Se você se encaixa nesses critérios e gostaria de ter suas ações apoiadas, elabore sua proposta, preencha o formulário, detalhando o estado, cidade, bairro (s) e comunidade (s) onde serão realizadas as ações, suas impressões relacionadas às necessidades das famílias, as ações a serem realizadas e os resultados esperados. Aqui, você encontra resposta às dúvidas mais frequentes sobre o preenchimento do formulário e sobre o edital, que pode ser conferido neste link.

O edital permanecerá aberto até o dia 9 de agosto às 23h59, e a lista de selecionados será divulgada no site e nas redes sociais do Fundo Baobá em até 45 dias após o encerramento das inscrições.

Após a seleção, as doações serão creditadas em até dez dias úteis na conta bancária indicada no formulário. Os contemplados pela doação emergencial terão até 90 (noventa dias) após o recebimento dos valores para prestar contas, seguindo as orientações e formulários eletrônicos disponíveis no Fundo Baobá.

Podcast crianças e infância na pandemia

O podcast Anthropológicas UFPE/UFPB apresenta mais um programa da “série dentro da série Anthropológicas”, discutindo o cuidado em meio à pandemia, numa parceria do DAM-UFPE com o PPGA-UFPB. Neste episódio, Elaine Müller (UFPE/UFPB), Hugo Menezes (PPGA/UFPE), Rosamaria Carneiro (UnB/UFPB) e Christina Gladys Nogueira (doutoranda UFPB) conversam com Flávia Pires sobre as crianças e infâncias na pandemia.
Flávia Pires é professora dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia e em Sociologia da UFPB, líder do grupo de pesquisa CRIAS – Crianças, Cultura e Sociedade. É mãe de duas meninas de 4 e 7 anos, e uma das pesquisadoras mais importantes do campo da Antropologia da Criança no Brasil.
Trabalharam na produção desse programa: Elaine Müller, Hugo Menezes, Francisco Sá Barreto, e Luísa Nóbrega.
Projeto gráfico da série: Maria Julia Rêgo
Tema musical da vinheta: Marconi Notaro – Anthropológica No.2
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Nota Oficial de Alerta às mortes maternas associadas à COVID-19 – FEBRASGO

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO entidade médica que atua no âmbito científico e profissional, congregando e representando os 17 mil ginecologistas e obstetras brasileiros, promovendo educação permanente através de informações confiáveis baseadas em evidências e diretrizes, e valorizando a saúde da mulher, vem a público manifestar preocupação com relação ao número de mortes maternas decorrentes do COVID-19.
Na última semana, uma publicação no International Journal of Gynecology and Obstetrics, utilizando os dados do SIVEP-Gripe, reportou a ocorrência de 124 óbitos maternos no Brasil entre janeiro e 18 de junho de 2020. Esse número de mortes maternas deverá representar um incremento de pelo menos 7% na já elevada razão de mortalidade materna do Brasil no corrente ano. Adicionalmente, esse número de morte materna é 3,5 vezes maior que a soma do número de mortes maternas por COVID-19 reportado em outros países até o momento, o que deve observado com muito cuidado pelas autoridades sanitárias nacionais. O referido artigo aponta ainda potenciais demoras na assistência a essas mulheres, já que 22% dos casos fatais não foram internados em UTI e 14% não receberam nenhum tipo de suporte ventilatório.
Nesse sentido, reforçamos a necessidade de considerar os serviços de atenção ao pré-natal e parto como serviços essenciais e ininterruptos no território brasileiro em todos os níveis de assistência à saúde, e que gestantes e puérperas, por serem grupos de risco para morte por COVID-19, devem ter acesso facilitado a cuidados intensivos e à internação em leitos de UTI.
Referência  bibliográfica
  1. Takemoto MLS, Menezes MD, Andreucci CB, Nakamura-Pereira M, Amorim MMR, Katz L, Knobel R. The tragedy of COVID-19 in Brazil. Internationcal Journal of Gynecology Obstetrics, July, 2020.

Saúde das Mulheres em contexto de pandemia: plenária virtual do CNS reunirá controle social dos estados e municípios

A atividade terá transmissão ao vivo, nesta quarta (15/07), às 14h, com participação online de representantes das Comissões Intersetoriais de Saúde da Mulher nos estados e municípios

A pandemia do novo coronavírus tem grande impacto na saúde e no bem-estar de muitos grupos vulnerabilizados. As mulheres estão entre as mais afetadas. Isso porque elas são mais expostas ao risco de contaminação e às vulnerabilidades sociais como desemprego, violência, falta de acesso aos serviços de saúde e aumento da pobreza. Com esse foco, a Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (Cismu), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), realizará nesta quarta-feira (15/07), às 14h, a Plenária pela Vida das Mulheres. A atividade terá transmissão ao vivo pela página do facebook da União Brasileira de Mulheres (UBM).

A plenária terá a o desafio de identificar caminhos que garantam às mulheres o acesso seguro aos serviços de saúde, às políticas sociais e à uma vida sem violência para superar a pandemia. Para isso, contará com a participação da médica sanitarista, diretora-médica do Programa Mundial Aids Healthcare Foundation e consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Adele Benzaquem; da médica e professora sênior do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP/USP), Elisabeth Meloni Vieira; e da representante do Movimento Mulheres Negras Decidem e Agenda Jovem na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fabiana Pinto.

 

A atividade será conduzida pela conselheira nacional de Saúde, Vanja dos Santos  que é representante da UBM e coordenadora da Cismu do CNS. Também contará com a participação do presidente do CNS, Fernando Pigatto, de conselheiras nacionais de Saúde, inclusive suplentes, mesa diretora, integrantes da Cismu, coordenadoras(es) das comissões do CNS e coordenadoras(res) das Cismu dos conselhos estaduais e municipais.

 

Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (Cismu)

A Cismu acompanha as políticas de saúde sob a perspectiva da atenção às mulheres. Atua na garantia às mulheres do respeito aos direitos humanos, direitos sexuais, direitos reprodutivos e sua autonomia como cidadãs na execução dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A comissão luta pela implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher a partir das deliberações da 2ª Conferência de Saúde das Mulheres (2ªCNSMu), realizada em agosto de 2018. A Cismu é composta por conselheiros e conselheiras nacionais de saúde e representantes de entidades que atuam na temática relativas à mulher.

Mais informações

O quê? Plenária pela Vida das Mulheres

Quando? quarta-feira (15/07), das 14h às 16h

Onde? página do facebook da UBM

Como? acessar os canais no dia e horário marcado

Ascom CNS

Foto:  Martin/istock

Pesquisa Maternidade(s) durante a pandemia de COVID-19: tempos e espaços no cotidiano

Do site da UFRGS

O estudo tem como objetivo conhecer e descrever o cotidiano de uso do tempo e do espaço da casa pelas mulheres que são mães durante a pandemia de COVID-19. A iniciativa é coordenada pela professora Fabiene Gama (Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Brasil), Maria Fernanda Gonzalez (Faculdade de Ciências da Saúde da Universidad Nacional de Entre Ríos/Argentina) e Rosamaria Carneiro (Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília/Brasil). Articulando os grandes campos de estudo e pesquisa da Antropologia, da Psicologia Cultural e da Saúde Coletiva, esta pesquisa pretende comparar experiências das mães no Brasil e na Argentina, quantitativa e qualitativamente. Também serão analisadas imagens do cotidiano dessas mães, que são enviadas pelas próprias mulheres para refletir sobre os aspectos práticos (divisão de horas e espaços de trabalho, cuidado,entre outros) e emocionais da pandemia do novo Coronavírus na vida e no trabalho dessas mães.

Para responder, acesse:

Formulário em português: https://forms.gle/gftHQqtcueRRggA28

Formulário em espanhol: https://forms.gle/gXC11d6vz4MY59WM7

Abrasco e demais entidades da Saúde lançam Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19

 

Via ABRASCO. Conheça o HOTSITE

O documento foi elaborado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES), Sociedade Brasileira de Bioética (SBB), Associação Rede Unida e e Conselho Nacional de Saúde (CNS), entidades que compõem a coordenação da Frente Pela Vida, com contribuições da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), Rede de Médicas e Médicos Populares (RMMP), Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia (ABMMD). Junto com outras organizações, elas realizaram a Marcha Virtual pela Vida em 9 de junho passado, quando obtiveram a adesão de mais de 600 organizações e movimentos e reforçaram a defesa do SUS, da ciência, da educação, do meio ambiente, da solidariedade e da democracia como elementos essenciais à vida e extremamente necessários diante da emergência sanitária que o país atravessa. 

UFSCar publica cartilhas com informações sobre cuidados com autistas ante COVID-19 Objetivo é orientar as famílias de crianças e adolescentes com autismo no contexto da pandemia, principalmente em relação aos cuidados em prevenir a contaminação UFSCar publica cartilhas com informações sobre cuidados com autistas ante COVID-19

O Laboratório de Terapia Ocupacional e Saúde mental da Universidade federal de São Carlos desenvolveu este material, duas cartilhas, que podem vir a ser úteis para familiares de crianças autistas.
Se você conhece alguém que possa se beneficiar, compartilhe.
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Agência FAPESP * – A equipe do Laboratório de Terapia Ocupacional e Saúde Mental (LaFollia) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) elaborou duas cartilhas com orientações para o enfrentamento da COVID-19, tendo como foco as famílias de pessoas com autismo.

O trabalho foi coordenado pelas professoras Amanda Dourado Fernandes e Maria Fernanda Cid, do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar.

O objetivo dos guias é orientar as famílias de crianças e adolescentes com autismo, conscientizar a população sobre os problemas e criar uma rede de solidariedade visando o enfrentamento dos problemas decorrentes do cenário de saúde atual.

O guia Autismo em tempos de coronavírus: como podemos ajudar? estimula a reflexão sobre as particularidades de famílias com crianças e adolescentes autistas. A segunda cartilha, Orientações às famílias de crianças e adolescentes com autismo em tempos de coronavírus, aborda os impactos que essas famílias podem sofrer com a pandemia e traz orientações sobre como enfrentar a situação.

Em entrevista à Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar, Fernandes reforça a necessidade de se prevenir a contaminação, uma vez que as medidas de controle e segurança podem não ser tão simples de serem adotadas por essa população. “Como os autistas podem não entender a gravidade do que está acontecendo, é fundamental atenção redobrada em cuidados, como a higienização das mãos”, alerta a professora.

Os materiais estão disponíveis para acesso gratuito nas páginas do Facebook e do Instragram do LaFollia.

*Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar .

 

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.