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Por Mariana Portella e Allan Monteiro

Foto: Cecília Bastos/Jornal da Usp

Foto: Cecília Bastos/Jornal da Usp

No Brasil, a prática obstétrica não é orientada unicamente pela ciência, mas principalmente por preconceitos de cor, gênero e status social. Esta é a opinião da pesquisadora Simone Diniz. Considerada uma das mais destacadas pesquisadoras em saúde materna, a entrevistada deste número é formada em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e há muitos anos dedica-se ao estudo da saúde pautada em questões de gênero. É professora da Faculdade de Saúde Pública, na USP, e autora de vários livros, entre eles Parto Normal ou Cesárea - o que toda mulher (e homem) deve saber (2004).

A POLÊMICA DO PARTO NO BRASIL

Nunca se falou tanto em Humanização do Parto como nos últimos tempos no Brasil. Em 2012 aconteceram duas marchas que mobilizaram alguns milhares de pessoas em mais de 20 cidades de norte a sul do país. Defendendo questões relativas à humanização da assistência ao parto, as marchas questionavam igualmente a alarmante taxa de cesáreas realizadas no país, bem como os constantes casos de violência obstétrica praticados diariamente durante o atendimento ao parto nos hospitais públicos e particulares.