Violência obstétrica é tema de discussão em audiência pública

O assunto tem sido debatido com mais frequência no Brasil na última década. A médica e integrante da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), Daphne Rattner, apontou em entrevista à Agência Brasil que a violência obstétrica é inaceitável, e que também cabe aos profissionais a mudança deste cenário.

“Nenhuma mulher merece viver violência em nenhum momento, muito menos quando ela está fazendo algo tão sublime”, defendeu.

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Em outra audiência pública, esta realizada em junho na Alesp, a epidemiologista Daphne Rattner, professora de medicina na Universidade de Brasília (UnB), afirmou que a cesariana traz um risco de morte seis vezes maior nos casos em que não é indicada clinicamente. O risco de infecção puerperal em casos de cesárea é de 2,86%, enquanto nos partos normais essa chance é de 0,75%.

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Violência Obstétrica

Convidada da audiência, a presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), Daphne Rattner, afirmou que a violência obstétrica está inserida dentro do contexto de violência contra a mulher no Brasil. “Ser mulher neste país torna a gente objeto preferido”, afirmou.

A especialista apresentou números da pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, de 2010, feita pela USP (Universidade de São Paulo) com a Fundação Perseu Abramo, de acordo com a qual cerca de 25% das mulheres no Brasil são vítimas de violência obstétrica. Ela apontou um aspecto cultural na formação de profissionais da saúde que “não considera valores como a individualidade” e em que se aprende a tratar a doença e não o paciente.

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