DPMG recomenda preservação de direitos das gestantes durante a pandemia

A Defensoria de Minas (DPMG) enviou recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de #BH para que os direitos conferidos por lei às gestantes, durante e após o parto, sejam respeitados nas unidades de saúde durante a pandemia de #coronavírus . No documento constam ainda observações para proteção das mulheres de possível contágio.
Pontos recomendados: assegurar o direito a acompanhante a todas as mulheres durante o período integral de internação; o direito à participação da doula durante o trabalho de parto; suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica; priorizar o encaminhamento de gestantes de risco habitual para estabelecimentos médicos que sejam exclusivamente maternidades; e a continuidade do acompanhamento pré-natal e do cuidado após a alta hospitalar.
Sugere, ainda, a formação de um comitê municipal, com a participação da #DefensoriaPública para implementação e monitoramento das recomendações.
A iniciativa, de caráter extrajudicial, é uma atuação conjunta das Defensorias Especializadas – Defesa do Direito da Mulher em Situação de Violência (Nudem-BH), Infância e Juventude – Cível, Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais e de Saúde, além das defensoras públicas responsáveis pela gestão do projeto #GestaçãoLegal , da #DPMG . Participaram ainda da construção do documento a defensora pública Ana Flávia Oliveira Freitas, da área Cível, profissionais de saúde e ativistas dos direitos das mulheres.
Ofício à rede particular
Sobre a suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica, um dos pontos da recomendação da DPMG, a defensora Maria Cecília Pinto e Oliveira, em atuação no Nudem – BH, explica que “apesar das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em sentido contrário, cerca de 84% dos nascimentos na rede particular acontece pela via cirúrgica”. Partos em cesarianas normalmente ocupam leitos, equipamentos e mais profissionais da saúde, o que pode sobrecarregar o atendimento.
Datada de 28 de abril, a Recomendação Conjunta à Secretaria Municipal da Saúde de BH propõe o prazo de dez dias para agendamento de uma reunião virtual para debate das questões.
Recomendação Conjunta

Critérios para sair da quarentena segundo OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou as condições que os governos precisam seguir se pretendem começar uma transição à normalidade. Para a agência, quarentenas não podem ser encerradas de um dia para o outro. O texto na íntegra está disponível aqui

Para garantir a transição segura, a OMS defende que seis critérios sejam respeitados para que uma quarentena seja suspensa:
1. Transmissão controlada.
2. Sistema de saúde capaz de testar, isolar e tratar todos os casos.
3. Garantia de que foram minimizados os riscos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos e outros grupos vulneráveis.
4. Disponibilidade de medidas preventivas n os locais que as pessoas precisam frequentar.
5. Controlar a possibilidade de importação de casos.
6. Forte engajamento da comunidade em relação às medidas de Prevenção, especialmente no trabalho e nas escolas.
Portanto, você, como CIDADÃO, e principalmente se for PROFISSIONAL DE SAÚDE ou GESTOR, deve colaborar para que seu município somente afrouxe a Quarentena se GARANTIR QUE ATENDE PLENAMENTE os 6 REQUISITOS da OMS, com as seguintes características:
1. Que a TRANSMISSÃO esteja CONTROLADA, com diminuição consistente de casos novos e mortes.
2. Que tenha CAPACIDADE DE TESTAR todos os casos suspeitos, com resultados no prazo de 24 horas após a identificação e amostragem, bem como ter CAPACIDADE SUFICIENTE PARA ISOLAR E TRATAR OS PACIENTES. Para isso, o Sistema de Saúde deve ter capacidade de atendimento (leitos gerais e UTI), com equipamentos e pessoal capacitado para o atendimento em número suficiente.
3. Demonstrar que foram adotadas as medidas de controle nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) para a diminuição de risco para a população idosa e outras populações vulneráveis.
4. Garantir a disponibilidade de medidas preventivas, como água, sabão e papel toalha e/ou álcool gel nas vias públicas e locais de comércio, além da disponibilidade de MÁSCARAS PARA toda a POPULAÇÃO que circularia nas ruas.
5. CONTROLAR a ENTRADA DE CASOS IMPORTADOS.
6. Desenvolver um amplo Programa de Orientação que garanta que a COMUNIDADE ESTEJA PREPARADA E COMPROMETIDA com a ADOÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS.
Em relação aos serviços de DELIVERY, é URGENTE A ORIENTAÇÃO QUALIFICADA DOS TRABALHADORES E REALIZAR FISCALIZAÇÃO RIGOROSA DO CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO DOS TRABALHADORES E DA POPULAÇÃO.
A única postura possível é a baseada na CIÊNCIA e na OMS.
Lamentavelmente, os efeitos econômicos estão acontecendo em todo o mundo, com ou sem medidas de isolamento social.
A diferença é que o AFROUXAMENTO SEM O ATENDIMENTO AOS REQUISITOS PROPOSTOS PELA OMS PROVOCARÁ MORTES EVITÁVEIS, ALÉM DO PROBLEMA ECONÔMICO.

ESTUDO MOSTRA NOVOS MATERIAIS PARA CONFECÇÃO DE MÁSCARAS CASEIRAS

Leia a matéria original

Em tempos de pandemia, equipamentos de produção individual (EPIs) têm sido muito utilizados e procurados em território nacional. Na sexta-feira (03/04), o Governo brasileiro afirmou que vai comprar 240 milhões de máscaras da China em caráter emergencial. Nos próximos dias, essa demanda deve aumentar, pois, apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) já ter recomendado o uso do utensílio apenas para pessoas com sintomas e profissionais de saúde, outras autoridades em saúde, como o Ministério da Saúde (MS), passaram a indicar o produto (na versão caseira) para a população em geral.

Em entrevista coletiva na quarta-feira (01/04), o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou que a população, em geral, utilize máscaras caseiras ao sair de casa. Nesse sentido, o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Elie Fiss, explicou que as orientações podem mudar de acordo com o avanço da pandemia.

“Quando tínhamos poucos infectados, não fazia sentido todo mundo andar de máscara. Mas, agora, o número de casos cresceu e sabemos que boa parte deles é assintomático”, explicou o médico, em entrevista ao site Bem Estar. Contudo, com as novas diretrizes é importante que, inclusive, estabelecimentos que comercializam esses produtos, como farmácias, por exemplo, estejam cientes dos benefícios do produto que estão oferecendo à população.

Melhor material caseiro

Nesse sentido, uma pergunta que fica no ar é: qual o melhor material para fazer uma máscara caseira contra o novo coronavírus?

Antes de tudo, é preciso explicar que especialistas são unânimes em afirmar que cobrir o rosto com tecidos diferentes pode reduzir, significantemente, as partículas com vírus que estão saindo por meio de tosses e espirros de uma pessoa infectada, entretanto, impedir a entrada de doenças já exige uma análise mais profunda.

De acordo com uma matéria publicada no New York Times, entre um tecido e outro há diferenças quando a questão é proteção contra o vírus causador da Covid-19. Segundo o veículo, testes realizados nos Estados Unidos mostraram que filtros de ar, sacos de aspirador de pó, fronhas com mais de 600 fios e tecidos semelhantes aos pijamas de flanela cumprem bem a tarefa de proteger quem não está infectado pelo vírus.

No entanto, a recomendação é que alguns filtros sejam envelopados em outros tecidos, já que podem soltar fragmentos de pequenas fibras que ao serem inaladas podem ser nocivas à saúde humana.

Outros tipos de filtros que apresentaram bons resultados foram os de café, que tiveram uma performance mediana em relação à proteção contra o novo coronavírus. Já materiais de lenços e bandanas tiveram baixo desempenho, entretanto, conseguiram capturar uma pequena quantidade de partículas

No estudo, os pesquisadores ainda descobriram que muitos dos tecidos analisados para a produção das máscaras caseiras podem apresentar maior eficácia na proteção quando dobrados diversas vezes. A fronha de 600 fios, por exemplo, capturou 22% das partículas quando dobrada duas vezes. No entanto, quando o número de dobras aumentou para quatro, a barreira de absorção subiu para 60%.

Já um lenço de lã grosso filtrou apenas 21% das partículas quando dobrado duas vezes, entretanto, em quatro camadas, a captura aumentou para 48%. Por sua vez, a bandana de algodão teve o pior desempenho neste teste, capturando apenas 18,2%, quando feitas duas dobras, e 19,5%, quando realizadas o dobro.

Outros testes

No caso de tecidos que não foram citados na relação divulgada pelo jornal americano, ainda existe um teste caseiro que pode ser feito para identificar um material que pode ser utilizado na confecção de máscaras caseiras.

Ao veículo, o médico, Scott Segal, que estudou variações de máscaras, recomendou: “Segure-o contra uma luz forte. Se a luz passar com muita facilidade pelas fibras do tecido, ou se você puder ver as fibras contra a luz, o material não é uma boa escolha. Se o tecido tiver um tear mais denso ou for de um material mais grosso, que não permite que a luz passe por ele, este é o material que você quer usar”, explicou.

Cautela

Contudo, os pesquisadores reforçaram ao veículo que é importante lembrar que essas análises foram conduzidas em perfeitas condições, ou seja, sem vazamentos de fendas nas máscaras. No entanto, o estudo mostrou diferentes formas de comparar a eficácia de alguns materiais para o uso caseiro.

Segundo os cientistas, que participaram da iniciativa, as máscaras para uso caseiro cumprem bem o papel de auxiliar na proteção dos usuários em meio à quarentena, pois, diferentemente dos profissionais de saúde, em tese, essa parte da população está em isolamento social.

Vale ressaltar que as máscaras caseiras são diferentes das utilizadas por profissionais que atuam na linha de frente no combate à pandemia, como farmacêuticos, médicos e enfermeiros, por exemplo. Para esses trabalhadores, o produto ideal é a máscara médica chamada de respirador N95, que filtra, pelo menos, 95% das partículas de até 0,3 mícrons.

 

Cofen lança cartilha sobre colocação e retirada de EPIs

Leia a Matéria no site original

O Conselho Federal de Enfermagem lançou hoje (27/3) cartilha com orientação sobre a colocação e retirada dos equipamentos de proteção individuais (EPIs). A cartilha é um desdobramento das diretrizes para organização dos serviços de Enfermagem, publicada pelo Cofen, frente à pandemia do coronavírus (COVID-19).

“Tão importante quanto a disponibilidade dos EPIs é o uso correto de cada equipamento. Esta cartilha se soma aos esforços de capacitação e orientação das equipes de Enfermagem para uma maior segurança dos serviços e dos profissionais”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri.

Com orientações sobre manuseio e uso do avental ou capote, máscara cirúrgica, máscara de proteção respiratória, óculos de proteção ou protetor facial, gorro ou toca, e luvas, o documento elaborado pelo Comitê Gestor da Crise com base em normativas técnicas busca direcionar o uso correto dos equipamentos e esclarecer dúvidas.

Diante dos relatos generalizados de falta de EPIs em unidades de Saúde, o Cofen lançou edital para a compra de máscaras N95, que serão encaminhadas aos Conselhos Regionais, com orientações sobre distribuição. A iniciativa se soma aos esforços para reduzir a exposição a riscos, tendo em vista que qualquer dia de atraso no abastecimento pode ocasionar danos à saúde dos profissionais de Enfermagem.

Fonte: Ascom – Cofen

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COVID-19, GRAVIDEZ, PARTO E ALEITAMENTO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

Tradução da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COVID-19, GRAVIDEZ, PARTO E ALEITAMENTO ~ ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

Para facilitar o acesso a informação atualizada e da maior qualidade, no âmbito da atual pandemia de COVID-19 e seus impactos na gravidez, parto e puerpério e respetivo acompanhamento, traduzimos as Perguntas e Respostas sobre estes temas, disponibilizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Acreditamos que possam servir de guia de orientação para escolhas mais informadas, conscientes e serenas. Atualizaremos este documento à medida que sejam emitidas pela OMS novas e/ou diferentes informações.

Perguntas e respostas sobre COVID-19, gravidez, parto e aleitamento

Organização Mundial de Saúde

As mulheres grávidas estão em maior risco de COVID-19?

Atualmente, estão a decorrer pesquisas para entender o impacto da infeção por COVID-19 em mulheres grávidas. Os dados são limitados, mas não há ainda evidência de que estas estejam em maior risco de doença grave do que a restante população em geral.

No entanto, devido às alterações no seu corpo e sistema imunitário, sabemos que as mulheres grávidas podem ser seriamente afetadas por certas infeções respiratórias. É, por isso, importante que tomem precauções para se protegerem contra a COVID-19 e relatem quaisquer possíveis sintomas (incluindo febre, tosse ou dificuldade em respirar) ao seu profissional de saúde.

A OMS continuará a rever e a atualizar as suas informações e conselhos à medida que mais evidências forem ficando disponíveis.

Estou grávida. Como me posso proteger da COVID-19?

As mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções para evitar a infeção por COVID-19 que as outras pessoas. Pode proteger-se:

Lavando as mãos com frequência com uma solução à base de álcool ou água e sabão.

Mantendo distância entre si e os outros.

Evitando tocar nos olhos, nariz e boca.

Praticando higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável dobrado quando tossir ou espirrar. De seguida, descarte imediatamente o lenço usado.

Se tiver febre, tosse ou dificuldade respiratória, procure atendimento médico de imediato. Ligue antes de ir a uma unidade de saúde e siga as instruções das suas autoridades de saúde locais.

As grávidas e recém-nascidos – incluindo aqueles infetados com COVID-19 – devem comparecer às consultas de rotina.

As mulheres grávidas devem ser testadas para COVID-19?

Os protocolos de teste e a elegibilidade variam consoante cada localidade.

No entanto, as recomendações da OMS são que mulheres grávidas com sintomas de COVID-19 tenham prioridade para realização de testes. Se tiverem COVID-19, podem necessitar de cuidados especializados.

A COVID-19 pode ser transmitida de uma mulher para seu bebé ainda não nascido ou recém-nascido?

Ainda não sabemos se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus ao feto ou ao bebé durante a gravidez ou o parto. Até ao momento, o vírus não foi encontrado em amostras de líquido amniótico ou leite materno.

Que cuidados devem estar disponíveis durante a gravidez e o parto?

Todas as mulheres grávidas, incluindo aquelas com infeção confirmada ou suspeita por COVID-19, têm direito a cuidados de alta qualidade antes, durante e após o parto. Isso inclui cuidados de saúde pré-natal, ao recém-nascido, pós-natal e de saúde mental.

Uma experiência de parto segura e positiva inclui:

Ser tratada com respeito e dignidade;

Ter um acompanhante da sua escolha presente durante o parto;

Comunicação clara por parte da equipa de cuidados de saúde materna;

Estratégias apropriadas de alívio da dor;

Mobilidade no trabalho de parto sempre que possível, e escolha da posição para a expulsão.

Se houver suspeita ou confirmação de COVID-19, os profissionais de saúde devem tomar as devidas precauções para reduzir os riscos de infeção para si e para outras pessoas, incluindo o uso adequado de roupas de proteção.

As mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de COVID-19 têm de dar à luz por cesariana?

Não. O conselho da OMS é que as cesarianas só devem ser realizadas quando clinicamente justificadas. O modo de nascimento deve ser individualizado e com base nas preferências da mulher, juntamente com as indicações obstétricas.

As mulheres com COVID-19 podem amamentar?

Sim. Mulheres com COVID-19 podem amamentar, se assim o desejarem. Devem, então:

Praticar a higiene respiratória durante a amamentação, usando uma máscara, quando disponível;

Lavar as mãos antes e depois de tocarem no bebé;

Limpar e desinfetar frequentemente as superfícies em que tocaram.

Posso tocar e segurar o meu bebé recém-nascido, se eu tiver COVID-19?

Sim. O contacto próximo e a amamentação precoce e exclusiva ajudam o bebé a desenvolver-se.

As mulheres devem ser apoiadas:

Na amamentação segura, com boa higiene respiratória;

A fazer pele-a-pele com o recém-nascido;

A ter alojamento conjunto com o bebé;

A lavar as mãos antes e depois de tocar no bebé e a manter todas as superfícies limpas.

Eu tenho COVID-19 e estou demasiado doente para amamentar o meu bebé diretamente. O que posso fazer?

Se estiver demasiado doente para amamentar o seu bebé devido a COVID-19 ou outras complicações, deve ser apoiada para fornecer leite materno ao seu bebé, de uma forma possível, disponível e aceitável para si. Isso pode incluir:

Tirar o seu leite;

Relactação;

Leite humano doado.

o Ministério da Saúde está produzindo diretrizes para o enfrentamento da epidemia a toque de caixa. Ontem soube que em breve sairá até de atenção à saúde da criança.
Por enquanto, encontrei no link, das de nosso interesse:
1- orientações quanto a acompanhantes
2- Manejo clínico de gestantes na assistência especializada (gestantes de alto risco)
3) Reitero, na falta de outras, as recomendações da OMS na atenção ao parto:

COVID 19 E GRAVIDEZ – ATUALIZAÇÃO

COVID 19 E GRAVIDEZ – ATUALIZAÇÃO
Informações compiladas de:
Royal College of Obstetricians & Gynaecologists, March 22, 2020
OMS
PubMed
Marcos Leite dos Santos
27/03/2020
Os coronavírus pertencem a uma grande família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, sabe-se que vários coronavírus causam infecções respiratórias, que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença denominada COVID-19.
A maioria das pessoas infectadas com o vírus causador da COVID-19 ou ficará sem sintomas ou irá desenvolver uma doença respiratória leve a moderada e se recuperará sem a necessidade de tratamento especial.
Os sintomas mais comuns da COVID-19 são: febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores no corpo, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia, assim como falta de paladar e olfato. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que contrai a COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.
“Período de incubação” significa o tempo entre contágio com o vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas do período de incubação do novo Corona vírus varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de cinco dias. Essas estimativas serão atualizadas à medida que mais dados estiverem disponíveis.
As orientações a seguir foram publicadas como um recurso para profissionais de saúde do Reino Unido, com base em uma combinação de evidências científicas disponíveis, boas práticas e aconselhamento por especialistas. As prioridades são a redução da transmissão da COVID-19 a mulheres grávidas e prestação de cuidados seguros a mulheres com suspeita ou confirmação da COVID-19.

Essa orientação será mantida sob revisão regular à medida que novas evidências surgirem.

Gostaríamos de reiterar que a evidência que temos até agora é que as mulheres grávidas não são mais propensas a contrair a infecção do que a população em geral.
O que sabemos é que a gravidez, em pequena proporção das mulheres, pode alterar a maneira como seu corpo lida com infecções virais graves. Isso é algo que parteiras e os obstetras sabem há muitos anos e estão acostumados a lidar.

Partindo do pressuposto que cada indivíduo é único, sabe-se que cada um apresenta uma resposta individual à infecção viral, assim como a resposta será diferente para cada tipo de vírus.

Como sabemos pouco sobre a COVID-19, estamos utilizando a influenza (doença infecciosa aguda de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas – O nome da doença, bastante antigo, deriva da suposta influência planetária sobre a saúde), que já é bem conhecida, como um parâmetro de comparação: dados da Austrália identificaram que existe um aumento do risco do agravamento da influenza no final da gravidez, em comparação com as grávidas acometidas no 1º trimestre. Em outros tipos de infecção por coronavírus (SARS, MERS), os riscos para a mãe parecem aumentar especialmente no último trimestre da gravidez. Em pelo menos um estudo com a COVID-19 houve um risco aumentado de parto prematuro, quando a interrupção foi indicada por razões médicas maternas após 28 semanas de gestação [ ].

Efeito sobre o feto
Atualmente não existem dados sugestivos de risco aumentado de aborto ou perda precoce da gravidez em relação à COVID-19. Estudos de casos sobre gravidez precoce com SARS e MERS não demonstram uma relação convincente entre infecção e aumento do risco de aborto ou perda no segundo trimestre [ ].

Como não há evidência de infecção fetal intrauterina com a COVID-19, é atualmente considerado improvável que haja efeitos congênitos do vírus no desenvolvimento fetal. Não há evidências atualmente que o vírus seja teratogênico, ou seja, que tenha a capacidade de gerar malformações no feto.
Anteontem foi publicado um relato de caso: em relação à transmissão vertical (transmissão da mãe para o bebê antes do nascimento ou intraparto), evidências recentemente publicadas sugerem a possibilidade da transmissão vertical, embora a proporção de gestações afetadas e o significado para o neonato ainda não tenha sido determinado. Conforme visto anteriormente, os relatos de casos na China sugeriram que não havia evidências de contaminação do líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, esfregaços de orofaringe dos recém nascidos, esfregaços placentários, amostras de fluidos genitais e leite materno de mães infectadas com COVID-19
O novo relatório publicado na quinta-feira, 26 de março de 2020 , descreve um único par mãe-bebê no qual o bebê, nascido de uma mãe com COVID-19 apresentava SARS-COV-2 IgM no soro ao nascer. Desde que a IgM não atravessa a barreira placentária, é provável que represente uma resposta imune neonatal à infecção no útero.

IMPORTANTE: As evidências acima são todas baseadas em uma ÚNICA descrição de caso. A situação pode mudar e continuaremos a monitorar resultados. O Reino Unido acaba de iniciar um monitoramento centralizado e em tempo real das mães afetadas e seus bebês através do UKOSS – Obstetric Surveillance System

Há relatos de casos de parto prematuro em mulheres com COVID-19, mas não está claro se todos esses partos foram prematuros por indicação médica ou se alguns eram espontâneos. Os partos induzidos por razões médicas maternas foram predominantemente relacionados à infecção viral; em pelo menos um caso houve evidências de comprometimento fetal e ruptura prematura das membranas anteparto [ ].

Reforçando a orientação da OMS sobre a importância do isolamento social, os novos dados liberados no dia 25 de março pelo CDC sugerem que adultos de todas as idades podem evoluir para a forma grave da COVID-19. Os dados mostram que 20% das mortes registradas nos EUA eram de pessoas com idades entre 20 e 65 anos e 20% das pessoas hospitalizadas nos Estados Unidos tinham entre 20 e 44 anos, conforme relatado pelo Medscape.
Nossas orientações gerais são:

 1 – Se você está infectada com o novo Corona vírus, é mais provável que não tenha sintomas ou, na maioria das vezes, uma doença leve; assim sendo, você terá uma recuperação completa.
2 – Se você desenvolver sintomas mais graves ou se sua recuperação for lenta, isso pode ser um sinal de que você está desenvolvendo uma infecção pulmonar mais grave e que necessite de tratamento médico especializado, e nosso conselho permanece:
3- Se você sentir que seus sintomas estão piorando ou se não estiver melhorando, entre em contato com o seu médico para discutir a melhor conduta.
Dado ao conhecimento limitado atualmente disponível sobre como a COVID-19 poderia afetar a gravidez, considera-se prudente que as mulheres grávidas aumentassem seu distanciamento social para reduzir o risco de infecção.
Você deve prestar especial atenção e evitar o contato com pessoas conhecidas por apresentarem a COVID-19 ou aqueles que apresentam sintomas compatíveis com a doença.
Mulheres acima de 28 semanas de gestação devem estar particularmente atentas ao distanciamento social e à minimização do contato com outros indivíduos.
Conselhos sobre suas consultas ou visitas urgentes a clínicas e hospitais
Se você está bem no momento e não teve complicações nas gestações anteriores, os seguintes conselhos podem ser úteis:

Se você tiver uma consulta de rotina ou visita ao hospital agendada nos próximos dias, entre em contato com o consultório ou a maternidade para obter mais informações. No momento os hospitais estão fechados às visitas.
Se você estiver entre as consultas, entre em contato com o consultório do seu médico. Assim você será informada sobre o que fazer.
Qualquer que seja sua situação pessoal, considere o seguinte:
Se você tiver alguma dúvida, poderá entrar em contato com seu obstetra como de costume, mas observe que ele pode levar mais tempo do que o normal para responder.
Se você tiver um problema urgente relacionado à sua gravidez, mas não relacionado ao coronavírus, entre em contato usando o mesmo telefone de emergência que você já possui. Por favor, não entre em contato com este número, a menos que você tenha um problema urgente.
Se você tiver sintomas de coronavírus, entre em contato imediato.
Você será solicitada a manter o número mínimo de pessoas com você durante a consulta. Preferencialmente ir sozinha, reduzindo o número de pessoas expostas no consultório.
Pode ser que seja necessário reduzir o número de consultas pré-natais que você realiza. Isso será comunicado. Não reduza seu número de visitas sem a orientação do seu obstetra.

Neste momento, é particularmente importante que você ajude seu obstetra a cuidar de você. Se você teve um cancelamento ou remarcação da consulta e não tiver certeza da sua próxima consulta ligue para o consultório e confira com a secretária o novo agendamento.

Para mulheres que tiverem sintomas da doença, as consultas podem ser adiadas até completar o período de contágio de 7 dias após o início desses sintomas e, pelo menos, dois dias sem febre.
Para mulheres que se auto isolam porque alguém em sua casa tem possíveis sintomas da COVID-19, as consultas devem ser adiadas por 14 dias.
O que se pode fazer para reduzir o risco de pegar coronavírus:
A coisa mais importante a fazer é seguir as orientações baseadas em evidências científicas. Para mulheres grávidas, isso inclui:

• Lavagem regular das mãos;
O conselho mais importante que os especialistas em saúde podem dar para nos ajudar a ficar a salvo da COVID-19 é este: LAVE AS MÃOS.
Lavar as mãos com água e sabão é uma arma muito mais poderosa contra germes do que muitos de nós imaginamos. A primeira coisa que acontece é que você está removendo fisicamente as coisas das suas mãos. Ao mesmo tempo, para certos agentes infecciosos, o sabão vai realmente destruí-lo.
Os coronavírus (como a versão deste ano que já deixou mais de 414.000 casos confirmados de COVID-19 em todo o mundo) estão envoltos em um envelope lipídico – basicamente, uma camada de gordura. O sabão pode quebrar essa gordura e tornar o vírus incapaz de infectá-lo.
A segunda coisa que o sabão faz é mecânica. Torna a pele escorregadia para que, com bastante fricção, possamos retirar os germes e enxaguá-los.

• Cortar bem as unhas para facilitar a higienização das pontas dos dedos;

• Se for obrigada a sair de casa cubra os cabelos com um lenço, assim você protege a contaminação dos fios e posterior contaminação das mãos;
• Use um lenço de papel quando você ou alguém da sua família tossir ou espirrar, descarte-o e lave as mãos;

• Evite o contato com alguém que esteja apresentando sintomas de coronavírus. Esses sintomas incluem alta temperatura e / ou tosse seca e contínua;
• Evite o uso não essencial de transporte público, quando possível;
• Trabalhe em casa, sempre que possível;
• Evite grandes e pequenas reuniões em espaços públicos, observando que bares, restaurantes, centros de lazer e locais similares estão atualmente fechados, pois as infecções se espalham facilmente em espaços fechados, onde as pessoas se reúnem;
• Evite ir a igrejas, sinagogas ou templos. O poder da oração é o mesmo nesses lugares ou em casa. Se você realmente se preocupa com o próximo faça sua parte FIQUE EM CASA;
• Evite reuniões com amigos e familiares. Mantenha contato usando a tecnologia remota, como telefone, internet e mídias sociais;
• Use serviços telefônicos ou online para entrar em contato com o seu médico ou outros serviços essenciais.

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Neste curso online gratuito Uso correto das EPI”s pela equipe assistencial vamos abordar formas de identificação dos tipos de precaução, uso de EPI´s específicas para cada forma de precaução,maneiras de descarte e utilização das EPI´s para cada tipo de situação, além das orientações de higiene para o profissional da saúde nos tipos de precaução abordados.

Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) lança recomendações de segurança contra Coronavírus

Leia a matéria original

onselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou, na última sexta-feira (20), documento com recomendações de segurança importantes para os mais de 2,2 milhões de profissionais de Enfermagem que estão na linha de frente do combate ao coronavírus (COVID-19). O guia atende também a uma demanda da própria categoria, que visa a segurança dos profissionais que, em geral, são os primeiros a entrar em contato com o risco de contaminação.

De acordo com as orientações, as unidades devem aplicar algumas mudanças no atendimento de pessoas com suspeitas da doença. Dentre as medidas, a escala de profissionais de saúde é uma das prioridades. Para recepcionar os pacientes, o documento sugere que sejam formadas equipes multiprofissionais específicas para acolher pessoas com suspeitas de contágio. Deve-se evitar profissionais com 60 anos, ou mais, e portadores de fatores de risco.

Outro ponto importante do documento é o detalhamento completo para o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), separado para cada situação vivida em hospitais, ambulatórios e na comunidade. Dentre eles, a máscara, o capote, as luvas e as proteções oculares são essenciais.

O coordenador da Comitê de Gestão de Crise sobre Coronavírus do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, Walkirio Almeida, ressaltou que todos os pontos da cartilha são relevantes, porém enfatiza a tabela de orientação de uso de EPIs em diversos ambientes. “O item 3 e o 4 da cartilha são pontos que devem ganhar uma atenção maior, já que orientam os profissionais de grupo de risco, idosos, grávidas e lactantes sobre como atuar nas unidades de saúde”, pontuou.

“Proteger a Enfermagem é proteger a saúde do Brasil”

Com o objetivo de resguardar profissionais e pacientes, diante dessa situação de pandemia, o Cofen lança a campanha nacional Proteger a Enfermagem é proteger a saúde do Brasil. Os 2.263.132 de profissionais da categoria estão sendo convocados para contribuir com a disseminação das medidas educativas de prevenção e contenção da COVID-19, bem como para adaptar as medidas de segurança para preservar sua própria saúde.

A pluralidade da formação do profissional de Enfermagem e sua posição de liderança na equipe, coloca a categoria como protagonista no combate à transmissão da doença. “O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem está junto com os profissionais de todo o Brasil para vencermos essa pandemia. A população brasileira precisa do nosso trabalho”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri.

Participação da população

“Pela segurança de todos, inclusive dos profissionais de Saúde que estão na linha de frente para conter a pandemia, pedimos que a população respeite o isolamento”, afirmou o conselheiro federal Gilney Guerra. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de casos per capita.

A sociedade também faz parte da campanha, ao ser convidado para uma reflexão sobre a importância da Enfermagem no cuidado ao paciente e no desenvolvimento de novos protocolos de segurança para combater a transmissão da doença. Confira o site da campanha.