Dia #4 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

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As Desnecesáreas e seus motivos!
Desinteresse
Despreparo
Dinheiro
Disponibilidade
Disposição
Deficiência Técnica
Discurso
Dor
Desconfiança
Desinformação
Do sistema (gestores/hospitais/política):
1 – Desinteresse (falta de medidas das gestões municipais, estaduais e de serviços para incentivo, falta de enxergar as vantagens do parto normal a médio e longo prazo para a sociedade).
2 – Despreparo (espaço físico inadequado e pessoal destreinado, cultura Hospitalocêntrica, Medicalocentrica, patriarcal).
3 – Dinheiro (interesses em linha de produção que são mais rentáveis,  dias de internações desnecessárias, principalmente em UTI Neo-natal).
Do obstetra e outros profissionais:
1 – Disponibilidade (falta de condições de disponibilidade oferecidos por sistemas de convênios, “limpeza” de plantão devido a alto volume de gestantes ou intenção de não ser chamado na madrugada).
2 – Disposição (perfil inadequado para atender parto, por muitos médicos que são da área de ginecologia e obstetrícia, porém não atuam com prática exclusiva ou voltada para a obstetrícia,  disposição incorreta do formato da equipe, colocando o médico em funções que seriam para enfermeiras e obstetrizes, como em todos os casos de gestação e parto de risco habitual).
3 – Deficiência técnica (déficit na formação ou na educação continuada, manutenção de práticas ultrapassadas, falta de prática com parto normal).
4- Discurso de “uma vez cesárea sempre cesárea”.
Da Mulher:
1 – Dor (cultura que aponta a dor do parto como algo muito ruim, sem olhar pelo lado da sensação positiva, natural, fisiológica de passar por todo o processo do parto. Ausência de métodos não farmacológicos e/ou farmacológicos de alívio de dor.
2 – Desconfiança (“Será que eu vou conseguir?” “Será que meu bebê não vai ‘passar da hora'”?)
3 – Desinformação (inversão de noção da segurança, não acesso a informações que levem aos melhores caminhos, aos direitos legais adquiridos).
“Meu Deus, que cor tem a vida de uma mulher que diz: eu não quero sentir nada na hora do meu parto! Quem foi que desbotou a vida dessa mulher?”
Frase de Alexandre Coimbra
Concluindo:
Se temos 80% de cesáreas em um serviço, porém por critérios de segurança/indicação baseados em conceitos da OMS, deveriam haver apenas 10%, todas as demais (70%) vieram de um ou mais desses “D”efeitos da estrutura.
Corrigindo cada um desses “D” do Sistema e Equipe grande parte do problema se resolve e consequentemente reflete diretamente nos “D” da mulher solucionando-os também!
Texto: Braulio Zorzella
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

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