Dia #6 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

QUEM SAI PREJUDICADO COM AS CESÁREAS DESNECESSÁRIAS 

1 – As mulheres, uma vez que a cirurgia desnecessária acresce riscos, de mortalidade e complicações, sem trazer benefícios reais

2 – Os bebês que, quando retirados prematuramente, acabam indo para a incubadora, em vez de curtir o aconchego da família, o colinho da mãe, o contato pele-a-pele

3 – As famílias, quando ocorrem mortes maternas ou de bebês que seriam evitáveis caso a cirurgia não tivesse ocorrido

4 – Profissionais de saúde, que ficam sobrecarregados por ter que atender não só as cesáreas, mas também as suas complicações

5 – Estabelecimentos de saúde uma vez que, em vez de dar alta após 24 horas de um parto normal, têm leitos ocupados por 48 horas ou mais, a depender das complicações – e as mulheres que os demandam, que muitas vezes ficam alojadas precariamente pelos corredores em hospitais do SUS

6 – O sistema de saúde, que fica sobrecarregado com o excesso de dias de internação e os custos acrescidos

7 – A imagem dos médicos obstetras que agem corretamente, uma vez que o excesso de cesáreas está constantemente na imprensa e são quem realiza os procedimentos cirúrgicos, sendo ponto pacífico para a imprensa e para o senso comum que o excesso de cesáreas é responsabilidade de médicos

8 – O Sistema Único de Saúde, que tem que arcar com as despesas extras decorrentes das cirurgias desnecessárias e suas complicações. Como os recursos são escassos, desperdício com cesáreas desnecessárias vai provocar falta de recursos para ações necessárias

9 – A sociedade, que paga com seus impostos as despesas extras que procedimentos desnecessários e as complicações provocam

10 – O Brasil, sua imagem no exterior, pois a fama de excesso de cesáreas é motivo de vergonha internacional, tanto nos meios das sociedades de Obstetrícia, como nas publicações de imprensa

Texto: Daphne Rattner

Realização: ReHuNa

Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

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Dia #5 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

E a mulher?
1 – Tem mais chances de ter infecção, hemorragia e complicações anestésicas durante a cirurgia!
2 – Pode ter seu futuro reprodutivo comprometido, ao ter maior incidência de aderências na cicatriz uterina, má implantação placentária e maior chance de ruptura uterina numa próxima gestação!
3 – Perde a chance de sentir o seu corpo atuando em toda a sua potência ao parir um ser humano de forma fisiológica! Afinal, dor não é sinônimo de sofrimento!
4 – Deixa de contar com os benefícios do coquetel hormonal liberado no trabalho de parto que facilita a transição do bebê para a vida extra uterina, fortalece o vínculo e favorece a descida do leite.
5 – Deixa de ser protagonista em seu próprio processo do parto, recebendo passivamente o seu bebê por meio de uma extração cirúrgica.
6 – Tem a hora de ouro dificultada, uma vez que a amamentação na primeira hora de vida se torna mais desafiadora quando a mulher está deitada e sem possibilidade de se movimentar livremente.
7 – Não experimenta o impacto emocional fortemente empoderador proporcionado pela experiência do trabalho de parto (um verdadeiro ritual de passagem para a experiência da maternidade).
8 – Ao fazer uma cesariana eletiva, impede o bebê de escolher ele próprio o dia em que está preparado para nascer, através dos mecanismos fisiológicos que desencadeiam o trabalho de parto.
9 – Priva o bebê de receber os benefícios associados aos hormônios do trabalho de parto, do estímulo mecânico das contrações para expelir os restos de parto e do contato com a microbiota de sua mãe.
10 – Precisa se recuperar de uma cirurgia e todas as suas repercussões ao mesmo tempo em que deve cuidar de um bebê que demanda 24 horas por dia.
Texto: Érica de Paula
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

Dia #4 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

As Desnecesáreas e seus motivos!
Desinteresse
Despreparo
Dinheiro
Disponibilidade
Disposição
Deficiência Técnica
Discurso
Dor
Desconfiança
Desinformação
Do sistema (gestores/hospitais/política):
1 – Desinteresse (falta de medidas das gestões municipais, estaduais e de serviços para incentivo, falta de enxergar as vantagens do parto normal a médio e longo prazo para a sociedade).
2 – Despreparo (espaço físico inadequado e pessoal destreinado, cultura Hospitalocêntrica, Medicalocentrica, patriarcal).
3 – Dinheiro (interesses em linha de produção que são mais rentáveis,  dias de internações desnecessárias, principalmente em UTI Neo-natal).
Do obstetra e outros profissionais:
1 – Disponibilidade (falta de condições de disponibilidade oferecidos por sistemas de convênios, “limpeza” de plantão devido a alto volume de gestantes ou intenção de não ser chamado na madrugada).
2 – Disposição (perfil inadequado para atender parto, por muitos médicos que são da área de ginecologia e obstetrícia, porém não atuam com prática exclusiva ou voltada para a obstetrícia,  disposição incorreta do formato da equipe, colocando o médico em funções que seriam para enfermeiras e obstetrizes, como em todos os casos de gestação e parto de risco habitual).
3 – Deficiência técnica (déficit na formação ou na educação continuada, manutenção de práticas ultrapassadas, falta de prática com parto normal).
4- Discurso de “uma vez cesárea sempre cesárea”.
Da Mulher:
1 – Dor (cultura que aponta a dor do parto como algo muito ruim, sem olhar pelo lado da sensação positiva, natural, fisiológica de passar por todo o processo do parto. Ausência de métodos não farmacológicos e/ou farmacológicos de alívio de dor.
2 – Desconfiança (“Será que eu vou conseguir?” “Será que meu bebê não vai ‘passar da hora'”?)
3 – Desinformação (inversão de noção da segurança, não acesso a informações que levem aos melhores caminhos, aos direitos legais adquiridos).
“Meu Deus, que cor tem a vida de uma mulher que diz: eu não quero sentir nada na hora do meu parto! Quem foi que desbotou a vida dessa mulher?”
Frase de Alexandre Coimbra
Concluindo:
Se temos 80% de cesáreas em um serviço, porém por critérios de segurança/indicação baseados em conceitos da OMS, deveriam haver apenas 10%, todas as demais (70%) vieram de um ou mais desses “D”efeitos da estrutura.
Corrigindo cada um desses “D” do Sistema e Equipe grande parte do problema se resolve e consequentemente reflete diretamente nos “D” da mulher solucionando-os também!
Texto: Braulio Zorzella
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

Dia #3 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

QUEM GANHA COM AS CESÁREAS
1) Os hospitais privados – cesárea marcada é uma forma de organizar o serviço e os leitos, maximizando os lucros.
2) Os planos de saúde – parto normal precisa pagar melhor os profissionais, a cesárea marcada tem custo menor para o plano.
3) A indústria farmacêutica – cesárea usa mais medicamentos durante e após o procedimento
4) Os médicos – a cesárea dura menos tempo e pode ser marcada, o que melhora a organização das agendas.
5) Os Conselhos de Medicina – a cesárea dá menos processo, não porque dá menos problema, mas porque a sociedade acha que eram problemas inevitáveis.
6) A UTI neonatal – a cesárea causa prematuridade e imaturidade dos pulmões, ajudando a preencher as vagas ociosas da UTI neonatal do setor privado
7) Os investidores do setor privado de saúde – a cesárea dá mais lucro
8) Os centros obstétricos do SUS – operar dá menos trabalho e esvazia o setor rapidamente
9) A enfermagem no setor privado – as cesáreas marcadas melhoram o fluxo do paciente, ajudando a organizar os setores
10) A indústria do leite de fórmula – mais mulheres operadas e mais bebês prematuros na UTI diminuem as chances de aleitamento materno saudável e aumentam o consumo de fórmulas
Texto: Ana Cristina Duarte
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

Dia #2 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

A cesariana forçada ou indicada sob falsos pretextos é uma das formas de violência obstétrica, caracterizando não apenas medicalização excessiva do parto mas apropriação do corpo feminino no processo reprodutivo. Portanto, é importante saber em que situações há uma real indicação de cesariana para que as mulheres tenham pleno acesso à informação e possam participar do processo de tomada de decisão:
DEZ INDICAÇÕES REAIS DE CESARIANA
1) Prolapso de cordão – com dilatação não completa: é raro e muitas vezes iatrogênico, quando ocorre depois da ruptura artificial da bolsa das águas (amniotomia), mas se acontecer fora do período expulsivo é uma real indicação de cesariana, além de outras manobras que são realizadas para elevar a apresentação até a extração fetal.
2) Apresentação córmica (situação transversa): ocorre em menos de 1% das gestações e durante o trabalho de parto é indicação de cesariana. Como prevenção, antes pode ser tentada a versão cefálica externa.
3) Placenta prévia parcial ou total (total ou centro-parcial): o nascimento espontâneo é impossível sem exsanguinar a mãe, pois a placenta está à frente da apresentação fetal. Notar que o diagnóstico definitivo só é possível no terceiro trimestre. Placentas de inserção baixa ou marginal são compatíveis com o parto vaginal, monitorando-se o sangramento.
4) Desproporção cefalopélvica (DCP): o diagnóstico só é possível intraparto e não pode ser antecipado durante a gravidez. Em 1934 um obstetra (Barbour) já dizia que “o melhor pelvímetro é a cabeça fetal”, e é avaliando a progressão da cabeça fetal através do canal de parto na presença de contrações eficientes que pode ser aventada a suspeita de DCP. Ou seja, só é possível na fase ativa do trabalho de parto depois de várias horas. Não há nenhum método capaz de predizer DCP antes do trabalho de parto, como pelvimetria clínica ou Raios-X, tamanho do pé etc.
5) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é “frequência cardíaca fetal não-tranquilizadora”, exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal); as diretrizes atualizadas da FIGO sobre monitorização fetal intraparto podem ser consultadas por quem deseja se aprofundar sobre o assunto. De acordo com a OMS, ausculta fetal intermitente (com sonar por exemplo) deve ser realizada durante o trabalho de parto nas gestações de baixo risco a cada 30 minutos e nas gestações de alto risco a cada 15 minutos. Há indicações específicas de monitorização contínua. Padrões desfavoráveis de frequência cardíaca fetal durante o trabalho de parto requerem medidas de ressuscitação intrauterina e cesariana. No período expulsivo a antecipação do parto será pela via mais rápida, o que pode significar parto instrumental com fórceps ou vácuo.
6) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo – fora do período expulsivo. Pode acontecer em decorrência de síndromes hipertensivas (80%), trauma (10-15%) ou não ter uma causa definida. A cesariana deve ser imediatamente realizada para salvar o bebê pois quanto maior a área de descolamento maior o risco de óbito fetal. Também há risco de hemorragia materna e suas complicações.
7) Ruptura de vasa praevia e inserção velamentosa do cordão: se houver diagnóstico pré-natal de inserção velamentosa do cordão deve-se agendar cesariana eletiva pois quando a bolsa se rompe o sangramento dos vasos prévios pode rapidamente exsanguinar o feto. Durante o trabalho de parto o diagnóstico é presumido quando há sangramento sem aumento do tono uterino e com alterações da frequência cardíaca fetal.
8)  Herpes genital com lesão ATIVA no momento em que se inicia o trabalho de parto (em algumas diretrizes, somente se for a primoinfecção herpética). A profilaxia a partir de 36 semanas com aciclovir é recomendada para reduzir o risco de lesão herpética durante o trabalho de parto nas gestantes com história de herpes genital.
9) Parada de progressão que não resolve com as medidas habituais (correção da hipoatividade uterina, amniotomia): recentemente tanto autores como diretrizes concordam que os critérios devem ser mais elásticos. O próprio uso de ocitocina e a amniotomia não têm efetividade comprovada quando comparados com a conduta expectante; recomendamos consultar as diretrizes da OMS sobre condução do trabalho de parto. O uso do partograma de Friedman é altamente questionável. A evolução do trabalho de parto tem grande variação, recomendando-se atualmente considerar como parâmetro outras curvas, como as curvas de Zhang (2010) descrevendo a evolução normal do trabalho de parto em percentis, considerando a paridade. O partograma deve ser preenchido sem linhas de alerta e de ação, conforme recomendação da OMS.
10) Antecedente de cesariana corporal, ruptura uterina ou miometrectomia (cirurgia para retirada de miomas em que houve perda considerável de milimétrio). Antecedente de uma ou mais cesarianas com incisão segmentar não representam per se indicação de cesariana e o processo de tomada de decisão deve ser individualizado pois as mulheres devem ser informadas sobre os riscos de uma prova de trabalho de parto, incluindo ruptura uterina (0,5% depois de uma cesárea) contra os riscos de se repetir uma cesárea, tanto imediatos como tardios, incluindo hemorragia, infecção, lesão vesical e outros. Várias diretrizes ENCORAJAM a prova de trabalho de parto na presença de cesárea anterior. Se a incisão é desconhecida uma prova de trabalho de parto também pode ser recomendada.
Texto: Melania Amorim
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

Dia #1 campanha está em suas mãos

Você sabia que por todo o país estão surgindo projetos de lei que permitem que mulheres a partir das 39 semanas de gestação optem por cesáreas no SUS mesmo sem indicação médica?
E você sabe por que isso não é uma coisa boa?
A ReHuNa acredita que a cesárea não é a melhor solução para evitar violência na atenção obstétrica e vamos estar nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, junto com vocês, questionando o papel da cesárea em nossa sociedade.

Está em nossas mãos – ESTÁ EM SUAS MÃOS – o poder para mudar a assistência a partos e nascimentos no Brasil.

Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

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Saúde e autonomia da mulher são debatidas em audiência pública no RJ

A Dra. Daphne Rattner – médica, presidente da Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuna) e diretora da International MotherBaby Childbirth Organization – deu inicio às discussões apresentando o panorama histórico e de evolução das práticas nos tratamentos médicos na área de obstetrícia e neonatologia. Segundo Rattner “o que infelizmente acontece é que a despeito das orientações éticas da profissão, os médicos e professores das faculdades de medicina não se atualizaram, mas as mulheres sim e elas consideram que fazer no corpo delas práticas que deveriam ser abandonadas segundo as evidencias cientificas é uma violência”. A médica completa concluindo que o cenário se torna ainda pior, uma vez que “ao serem questionados pelas mulheres, os profissionais médicos se sentem agredidos e acabam exercendo a prática com ainda mais violência”.

link

Dia #11 da campanha Está em suas mãos – ReHuNa nos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres

Luciana está com a ReHuNa pela garantia de assistência adequada e respeitosa a todas as mulheres durante a gravidez, parto e pós parto. E você, já assinou nossa petição? O link é o seguinte: http://chng.it/hQ8zfhmh

Por conhecer os benefícios do parto vaginal frente a uma cesárea sem indicação médica e por querer ter a melhor experiência de parto possível, Luciana buscou por esse tipo de assistência desde o início da gravidez.

Os motivos e benefícios que ela experienciou ao ter assistência de uma equipe humanizada são:

1 – segurança nos profissionais que a assistiram

2 – possibilidade de parir onde se sentia mais segura e a vontade.

3 – acolhimento do parceiro para que ele fizesse parte de todo o processo

4 – sua gravidez foi encarada como um fenômeno de saúde e não patológico

5 – liberdade de movimento e escolha de posições

6 – ser respeitada em sua liberdade

7 – procedimentos com o recém nascido foram como o planejado

8 – hora de ouro garantida

9 – recuperação rápida após o parto

10 – experiência positiva de parto que a faz desejar o mesmo atendimento no futuro

Depoimento: Luciana Fernandes
Realização: ReHuNa
Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB

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Luciana está com a ReHuNa pela garantia de assistência adequada e respeitosa a todas as mulheres durante a gravidez, parto e pós parto. E você, já assinou nossa petição? O link está no perfil! Por conhecer os benefícios do parto vaginal frente a uma cesárea sem indicação médica e por querer ter a melhor experiência de parto possível, Luciana buscou por esse tipo de assistência desde o início da gravidez. Os motivos e benefícios que ela experienciou ao ter assistência de uma equipe humanizada são: 1 – segurança nos profissionais que a assistiram 2 – possibilidade de parir onde se sentia mais segura e a vontade. 3 – acolhimento do parceiro para que ele fizesse parte de todo o processo 4 – sua gravidez foi encarada como um fenômeno de saúde e não patológico 5 – liberdade de movimento e escolha de posições 6 – ser respeitada em sua liberdade 7 – procedimentos com o recém nascido foram como o planejado 8 – hora de ouro garantida 9 – recuperação rápida após o parto 10 – experiência positiva de parto que a faz desejar o mesmo atendimento no futuro Depoimento: Luciana Fernandes Realização: ReHuNa Apoio: ECOS UnB e Rádio Web Saúde UnB #estáemsuasmãos #desnecesareanao #16diaspelofimdaviolênciacontramulheres #rehuna #cesareadesnecessaria #violencianaatencaoobstetrica #partodomiciliar #partohumanizado

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