Gestantes e puérperas entram no grupo de risco para a covid-19

O Ministério da Saúde incluiu gestantes e puérperas no grupo de risco para o novo coronavírus — ou seja, para o grupo de pessoas que têm mais chance de que a doença evolua para quadros graves. De acordo com informações da pasta, todas as grávidas ou mulheres que deram à luz estão mais suscetíveis aos efeitos da covid-19 por até 45 dias após o parto. Antes, vinham sendo consideradas grupo de risco apenas gestantes de alto risco. Ainda não há estudos conclusivos que comprovem um perigo maior da covid-19 para grávidas e puérperas, mas a inclusão dessas mulheres no grupo de risco levou em consideração a ação de outros coronavírus e vírus gripais já conhecidos e estudados.

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Instituição faz alerta sobre riscos para crianças durante quarentena

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A Childhood Brasil, que faz parte de uma instituição internacional de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, alertou para possíveis riscos para os menores durante o período de quarentena devido ao novo coronavírus. Segundo a organização, é importante que pais e responsáveis fiquem atentos para proteger esses grupos.

O alerta foi feito após a divulgação de dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que apontam um aumento no número de denúncias de violação de direitos humanos no período de 14 a 24 de março de 2020. O intervalo analisado abrange o início do isolamento social no Brasil, com medidas como a suspensão de aulas.

Roberta Rivelino, presidente da Childhood Brasil, explica que esse cenário de maior presença em casa pode propiciar a ocorrência de crimes contra crianças e adolescentes. “Residências que passavam por tensões intrafamiliares podem ter no confinamento um gatilho de violências contra crianças e adolescentes”, comenta ela.

Além das agressões físicas, as crianças também poder ser vítimas de agressões verbais e abusos sexuais. “Conversas inapropriadas, espiar o corpo da criança ou do adolescente, fotografias e vídeos divulgados na internet com nudez, dentre outras, também configuram violências sexuais”, pontua Roberta.

Nesse sentido, é importante que os pais e responsáveis também fiquem atentos à forma como crianças e adolescentes estão usando a internet, e a organização ressalta que  conversas sobre o uso correto de ferramentas digitais é mais importante que proibições quanto ao uso. “A velha regra ‘não fale com estranhos’ também serve para a comunicação virtual”, destaca a presidente.

As denúncias referentes a violências contra crianças, adolescentes e idosos podem ser feitas pelo número 100. Já violências contra mulheres podem ser denunciadas no número 180.

Gestação e puerpério em tempos de COVID

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Estar grávida e na reta final da gestação costuma ser um período de muitas emoções. Além da expectativa do parto e de finalmente conhecer o rostinho do filho, é nessa fase que, normalmente, as famílias estão nos últimos preparativos, exames e compras do enxoval. Mas não são tempos normais. Com a pandemia do coronavírus e as diversas restrições por conta do isolamento social no Brasil, os planos de muitas grávidas mudaram. Conversamos com algumas gestantes para saber quais são os principais impactos nas suas vidas.

No dia mundial da saúde, ONU homenageia profissionais de enfermagem e obstetrícia

No dia mundial da saúde, ONU homenageia profissionais de enfermagem e obstetrícia

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Em uma mensagem especial em vídeo dedicada ao Dia Mundial da Saúde, lembrado anualmente em 7 de abril, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que a data é marcada em um ano particularmente difícil para todos.

“Hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras(os), parteiras(os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros.”

Confira aqui o vídeo.

 

Em uma mensagem especial em vídeo dedicada ao Dia Mundial da Saúde, lembrado anualmente em 7 de abril, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que a data é marcada em um ano particularmente difícil para todos.

“Hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras(os), parteiras(os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros”, disse.

“Hoje, estamos mais profundamente gratos do que nunca a todos vocês, enquanto trabalham sem parar, colocando-se em risco, para combater os danos dessa pandemia.”

Ele lembrou que 2020 é o ano internacional das(os) profissionais de enfermagem e obstetrícia, reconhecendo “sua experiência e compromisso especiais”.

“Todos nós temos motivos para agradecer pelo cuidado e profissionalismo das(os) enfermeiras(os) e parteiras(os). Eu sei que eu tenho”, disse Guterres.

O secretário-geral lembrou que enfermeiras e enfermeiros assumem alguns dos maiores encargos com a saúde, realizando trabalhos difíceis e aguentando longas horas – muitas vezes com risco de lesões, infecções e uma carga de saúde mental pesada. “Elas(es) geralmente oferecem conforto no final da vida”, lembrou.

Já as parteiras proporcionam conforto no início da vida, acrescentou. “Durante uma pandemia, o trabalho delas(es) é ainda mais desafiador, pois trazem nossos recém-nascidos com segurança para este mundo.”

E encerrou: “Às(os) enfermeiras(os) e parteiras(os) do mundo: obrigado pelo seu trabalho. Nestes tempos traumáticos, digo a todos os profissionais de saúde: estamos com você e contamos com você. Vocês nos deixam orgulhosos; vocês nos inspiram. Somos gratos a vocês. Obrigado pela diferença que estão fazendo, todos os dias e em todos os lugares.”

GESTANTES DE RECIFE  – *FALE COM A PARTEIRA*

GESTANTES DE RECIFE
*FALE COM A PARTEIRA*
Grupo de *Enfermeiras Obstetras* para orientações de gestantes do *Recife e Região Metropolitana* sobre questões envolvendo o *COVID-19 e o trabalho de parto/parto.*
O objetivo do grupo é *ajudar as gestantes que já estão no tempo de parir a avaliarem a real necessidade de irem para a maternidade, seguindo as recomendações mundiais.*
Durante 24 horas por dia, através de uma escala, *profissionais enfermeiras obstetras* ajudarão a identificar o tempo das contrações, o intervalo, movimento do bebê, se a bolsa rompeu, a cor do líquido, sinais de risco. Também estaremos disponíveis para dúvidas em geral em relação a gestação, na identificação de sinais de risco relacionados tanto às questões obstétricas quanto ao COVID-19 para entender se é o momento de procurar ou não um serviço. Tudo isso baseando-se nas evidências científicas atuais e nas recomendações dos órgãos de saúde.
*Como fazer para ter acesso?*
*PASSO A PASSO*
1. Entre no grupo de WhatsApp por esse link 👇🏿👇🏽👇🏼
Ou pelo link disponibilizado na bio do Instagram @falecomaparteira
2. Escreva *preciso de informação*
3. A profissional escalada irá responder via WhatsApp no seu contato privado
4. Se necessário for, a profissional ligará para ajudar a esclarecer as dúvidas e dar o suporte com orientações.
A orientação é que as gestantes tenham a menor exposição possível aos ambientes com a finalidade de:
– diminuir exposição possível em recepções
– reduzir número de internação precoce desnecessária
– diminuir do tempo de internação
– reduzir a alocação de recursos de insumos e EPI pelo menor tempo de internamento
– aumentar disponibilidade de vagas para quem realmente está em trabalho de parto
– contribuir para a melhora do fluxo de atendimento, já que sabemos que haverá maior demanda nas triagens de maternidades em função do COVID-19
*Atenção:* Esse grupo se configura como grupo de apoio virtual e portanto, deixamos claro que se trata de um suporte através de orientações apenas.
Havendo a identificação de riscos e/ou necessidade de uso de medicamentos a recomendação é que a gestante procure um profissional ou serviço de saúde presencialmente.

Inglaterra: Sistema de Saúde Inglês vai transformar hotéis em centros de parto durante crise.

Matéria Original em Inglês

Tradução: Ricardo Herbert Jones


As maternidades “pop-up” ajudariam a evitar riscos de coronavírus, afirmam especialistas

A Rede de Unidades de Obstetrícia, sediada no Reino Unido, diz que centros de parto emergentes podem ser estabelecidos perto de hospitais.
Os hotéis devem ser usados como centros de parto “pop-up”, com parteiras aposentadas e estudantes convocadas para apoiar a equipe do NHS, recomendam especialistas em maternidade em uma tentativa de ajudar as futuras gestantes a ficarem longe dos hospitais em meio à pandemia de coronavírus.
A ligação ocorre quando a instituição de caridade Birthrights alertou que a retirada dos serviços de parto domiciliar e de centros de parto pode ser ilegal e levar os convênios de saúde a serem responsáveis por riscos significativos à vida se as mulheres optarem por dar à luz sem assistência médica.
Com o NHS sob pressão devido ao coronavírus, mais de um quinto dos chefes de obstetrícia disseram que suas maternidades locais foram fechadas, enquanto os serviços de parto domiciliar foram retirados ou restringidos em mais de um terço das áreas, de acordo com uma pesquisa do Royal College de parteiras.
Especialistas alertam que as opções baseadas na comunidade devem estar disponíveis para as mulheres que desejam evitar hospitais que tratam as pessoas infectadas com Covid-19, onde as mulheres grávidas estão sendo informadas de que não será permitido o apoio de um acompanhante, apenas durante o “trabalho ativo”.
Onde unidades autônomas de obstetrícia não estavam disponíveis, centros de parto poderiam ser rapidamente estabelecidos perto de hospitais, a Rede de Unidades de Obstetrícia (MUN) sediada no Reino Unido, recomendada em declaração enviada a mais de 100 partes interessadas.
A recomendação, apoiada por um grupo de acadêmicos, baseia-se em um modelo holandês no qual equipes de parteiras equiparam hotéis – fechados em meio à pandemia – como centros de parto. Um vídeo postado no Facebook do hotel Van der Valk perto de um hospital em Bernhoven descreve como três quartos foram transformados em suíte de parto.
Lucia Rocca-Ihenacho, diretora executiva da MUN, disse: “Poderíamos estar criando centros de parto pop-up como os holandeses. Eles poderiam ser montados em alguns dias usando o mesmo equipamento usado pelas equipes de parto domiciliar.
“Esta é uma maneira proativa de se preparar para uma crise, em vez de centralizar os nascimentos em unidades obstétricas”.
As propostas incluem trabalhar com parteiras independentes, estudantes de obstetrícia, parteiras aposentadas e doulas para apoiar o NHS.
Rocca-Ihenacho acrescentou: “Não é o ideal, mas poderia ser mais seguro do que o que pode ser oferecido em uma enfermaria onde há um risco maior de intervenções que levam a estadias mais longas e risco de infecção”.