Saúde e autonomia da mulher são debatidas em audiência pública no RJ

A Dra. Daphne Rattner – médica, presidente da Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuna) e diretora da International MotherBaby Childbirth Organization – deu inicio às discussões apresentando o panorama histórico e de evolução das práticas nos tratamentos médicos na área de obstetrícia e neonatologia. Segundo Rattner “o que infelizmente acontece é que a despeito das orientações éticas da profissão, os médicos e professores das faculdades de medicina não se atualizaram, mas as mulheres sim e elas consideram que fazer no corpo delas práticas que deveriam ser abandonadas segundo as evidencias cientificas é uma violência”. A médica completa concluindo que o cenário se torna ainda pior, uma vez que “ao serem questionados pelas mulheres, os profissionais médicos se sentem agredidos e acabam exercendo a prática com ainda mais violência”.

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Bancada Ativista em São Paulo vai à Justiça contra incentivo a partos cesarianas no SUS

A presidenta da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Daphne Rattner, explicou que dados da OMS sobre 290 mil partos indicam um risco seis vezes maior de morte no parto cesariana, além de um risco cinco vezes maior de infecção. O Ministério da Saúde, em 2011, registrava taxa de mortalidade de 18 mortes para cada 100 mil partos por cesariana e 8 mortes para cada 100 mil partos normais.

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Lei de Janaína Paschoal vai aumentar a morte materna no Brasil, garante obstetra

O obstetra Bráulio Zorzella, membro da Rehuna, Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento, deu entrevista hoje pela manhã à Rádio Eldorado, do grupo Estado. O médico é conhecido por taxas que giram em torno de 90% de partos normais em seus atendimentos e é fonte conhecida aqui nesse blog. Bráulio contou que se encontrou com a deputada juntamente com a Sogesp, a Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo, para apresentar evidências científicas que mostravam os equívocos no projeto de lei, mas tais argumentos não foram considerados e o PL aprovado rapidamente, sem passar sequer por comissões específicas onde os PL´s costumam ser discutidos. “Eu entendo muito de medicina e pouco de política”, afirmou, ao ser perguntado sobre os motivos pelos quais acredita que a lei tenha sido aceita em regime de urgência pelo legislativo paulista. “A gente se assustou muito com isso, os especialistas foram completamente desacreditados. A gente espera que o governador veja que é absurda essa lei, que ele não sancione”, completou.

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Maternidades de BH não seguem normas que garantem autonomia na hora de parir

No entanto, essa justificativa é criticada por especialistas, que apontam que as maternidades em Belo Horizonte sofrem com superlotação e ainda apresentam um modelo assistencial que não segue as normas do Ministério da Saúde. Segundo a pediatra Sônia Lansky, da Rede Nacional pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a recomendação é que uma maternidade tenha, no máximo, uma taxa de ocupação em torno de 85% para não diminuir a qualidade da assistência às mulheres. Ela também pondera que a superlotação piora, inclusive, as condições de trabalho dos profissionais da saúde.

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Um guia para entender o que é violência obstétrica, como denunciar e combater a prática

A advogada Ana Lúcia Keunecke, integrante da Rehuna (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento), destaca que a violência obstétrica pode ser praticada por diversos profissionais relacionados ao atendimento da mulher.

“Não só médicos, mas pode ser enfermeiros, o recepcionista do hospital. Toda ação que interfira na autonomia da mulher, na perda de decidir sobre os seus processos fisiológicos é reconhecida como uma violência obstétrica”.

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Violência obstétrica é tema de discussão em audiência pública

O assunto tem sido debatido com mais frequência no Brasil na última década. A médica e integrante da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), Daphne Rattner, apontou em entrevista à Agência Brasil que a violência obstétrica é inaceitável, e que também cabe aos profissionais a mudança deste cenário.

“Nenhuma mulher merece viver violência em nenhum momento, muito menos quando ela está fazendo algo tão sublime”, defendeu.

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Deputada nacionaliza PL da Cesárea e proposta pode ser votada também na Câmara

Em outra audiência pública, esta realizada em junho na Alesp, a epidemiologista Daphne Rattner, professora de medicina na Universidade de Brasília (UnB), afirmou que a cesariana traz um risco de morte seis vezes maior nos casos em que não é indicada clinicamente. O risco de infecção puerperal em casos de cesárea é de 2,86%, enquanto nos partos normais essa chance é de 0,75%.

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Janaina Paschoal diz que irá brigar por projeto que incentiva cesáreas no SUS

Violência Obstétrica

Convidada da audiência, a presidente da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (Rehuna), Daphne Rattner, afirmou que a violência obstétrica está inserida dentro do contexto de violência contra a mulher no Brasil. “Ser mulher neste país torna a gente objeto preferido”, afirmou.

A especialista apresentou números da pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, de 2010, feita pela USP (Universidade de São Paulo) com a Fundação Perseu Abramo, de acordo com a qual cerca de 25% das mulheres no Brasil são vítimas de violência obstétrica. Ela apontou um aspecto cultural na formação de profissionais da saúde que “não considera valores como a individualidade” e em que se aprende a tratar a doença e não o paciente.

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