Abenfo-RJ divulga campanha da OMS no Dia Internacional da Parteira

Do Instagram da Abenfo-RJ

Instagram da Abenfo-RJProf Didier Pittet (@DidierPittet) | Twitter

A OMS convida gestores, profissionais de saúde e toda a sociedade para atividades a serem desenvolvidas em comemoração ao Dia Internacional da Parteira, dia 05 de Maio de 2020. Esse ano a data tem como tema: “Enfermeiras e Parteiras, cuidados limpos estão em suas mãos”. Algumas propostas da OMS são:
– Incentivar gestores de saúde a reconhecerem a dedicação de enfermeiras e parteiras nos cuidados de saúde da população;
– Ao meio dia junte-se a nós batendo palmas em apoio ao trabalho essencial que enfermeiras e parteiras realizam para garantir cuidados limpos para pacientes, mães e bebês, inclusive no enfrentamento a pandemia do COVID-19. Faça um vídeo ou foto e compartilhe nas suas redes sociais com as hastags: #abenforj #SupportNursesandMidwives #HandHygiene #InfectionPrevention e envie para savelives@who.int e / ou https://www.CleanHandsSaveLives.org
– Até o dia 12 de Maio a OMS estará promovendo seminários on-line sobre higiene das mãos e o COVID-19 na plataforma zoom: Link de acesso: https://who.zoom.us/j/414362052
Mais informações da campanha podem ser acessadas em: https://www.who.int/infection-prevention/campaigns/clean-hands/5may2020/en/

Hospitais descumprem Lei de Acompanhante no parto

Desrespeito faz com que mulheres passem horas sozinhas antes de dar à luz. Defensoria Pública questiona restrição, tomada pelos riscos da covid-19

Do Plural

A cena tem sido frequente nas maternidades e hospitais públicos de Curitiba. A gestante entra em trabalho de parto e procura uma instituição de saúde, onde o acompanhante é barrado na recepção. A gestante então é obrigada a lidar, por horas, sem qualquer tipo de suporte emocional, com as dores e a carga física e psicológica de um trabalho de parto.

Impedir a gestante de ter um acompanhante durante o nascimento do seu filho vai contra a lei. A legislação assegura que as mulheres tenham a presença de uma pessoa da sua escolha durante todo o período de internamento, que inclui o trabalho de parto, o nascimento e o pós-parto. No Paraná, a violação do direito ao acompanhante também é entendida com um tipo de violência obstétrica, conforme prevê lei específica, aprovada em 2018.

Após receberem uma série de denúncias, tanto de famílias quanto de profissionais de atendimento ao parto, as Defensorias Públicas do Paraná e da União enviaram ofício a nove maternidades e hospitais públicos e particulares de Curitiba. A recomendação é que se cumpra a Lei do Acompanhante.

As instituições mais citadas nas denúncias são públicas: Hospital de Clínicas (HC), Maternidade Mater Dei, Hospital Evangélico Mackenzie e Hospital do Trabalhador (HT).

Acompanhante não é visita

“Todos os organismos internacionais alertam que em situações de crise é comum que haja uma restrição maior dos direitos das mulheres”, afirma Lívia Salomão Brodbeck, coordenadora do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Paraná. “Acompanhante não é a mesma coisa que visita. Existem dados clínicos e científicos que indicam os benefícios do acompanhante para o bebê e para mãe, no parto e no pós parto”, destaca Lívia. Isso diminui o tempo de trabalho de parto e a necessidade de partos instrumentalizados, em que é necessário o uso de fórceps, por exemplo. Também reduz a dor e a exaustão materna e melhora os índices de amamentação.

“Além disso, existem cuidados no pós-parto que exigem o acompanhante. Uma mulher que acabou de sair de uma cesárea não consegue se dedicar ao bebê se não tiver uma pessoa com ela no quarto. E a gente sabe que as equipes de enfermagem não dão conta de cuidar de todos os bebês”, alerta a coordenadora.

Sozinhas

Foto: Luciana Zenti

Foi o que aconteceu com Isabela*. Seu bebê nasceu no dia 30 de março no Hospital Evangélico. Ela fez o internamento às 5h30, mas a cesárea só foi realizada nove horas depois. Durante todo esse período, em que ela já sentia contrações, seu marido permaneceu na recepção do hospital. “Ele só foi chamado no momento em que nosso filho ia nascer. Mas a parte mais difícil foi o período após a cesárea em que fiquei sem ele na enfermaria e passei muito mal. Tive que cuidar da bebê sozinha e estava com muita dor. Chegou uma hora em que eu não conseguia nem mais segurar minha filha e tive uma crise de choro e desespero”, lembra a mãe.

A mesma sensação de desamparo é relatada por Jéssica*, que teve seu filho no dia 23 de março na Maternidade Mater Dei. “Senti muita dor e medo durante o trabalho de parto. Me senti sozinha, abandonada”, diz. “Assim que chegamos, fomos informados de que eu não poderia acompanhar o parto e que seria avisado quando ele nascesse”, conta o marido. “Foi muito difícil. Na hora em que ela mais precisava da minha ajuda, não teve. Ela me pediu várias vezes pelo celular para eu ir até lá, para levá-la embora. Mas eu não pude fazer nada”.

Depois de muita insistência, ele acabou sendo autorizado a ver o filho nascer. “Entrei na sala cinco minutos antes do nascimento. Por pouco eu não perdi”.

Nos outros dois dias do internamento, Jéssica ficou sozinha, sem sequer receber a visita do marido. “Só voltei a segurar meu filho no colo quando fui buscá-lo no hospital”, lamenta o pai.

Superlotação

Histórias como essas também têm sido relatadas no Hospital de Clínicas (HC). Além dos problemas que envolvem a covid-19, o hospital vem sofrendo com a superlotação. Após o fechamento da Maternidade Victor Ferreira do Amaral, em março, o HC passou a receber um número de gestantes muito superior à sua capacidade de atendimento.

À medida que o problema de superlotação foi se agravando e os casos de covid-19 foram aumentando na cidade, a presença dos acompanhantes no parto foi ficando mais restrita. Atualmente, ela só é permitida no momento em que o bebê está nascendo.

“É muito difícil ver uma mulher em trabalho de parto, com dores, pedindo pelo marido ou a mãe, e eu precisar dizer que não é possível”, revela uma enfermeira, que preferiu não se identificar. “Acabo sendo a porta-voz do desrespeito a um direito da mulher”, relata. “Infelizmente há muitas gestantes para serem atendidas e não temos equipe suficiente para estar ao lado delas o tempo todo. A gente orienta para que apertem o botão da campainha se precisarem, mas e se ela passar mal e nem conseguir apertar esse botão? Eu tenho vivido em estado de choque com essa situação”, desabafa.

Sem acompanhante e com as equipes sobrecarregas por causa da superlotação, pedir por ajuda e atendimento nem sempre é uma tarefa fácil. Bruna*, que teve seu parto na Maternidade Mater Dei, foi internada com a promessa de que o marido poderia entrar na hora do parto. Mas não aconteceu. “Fiquei totalmente abandonada. Minha bolsa rompeu, tentei chamar a equipe, mas ninguém veio. Foi quando meu filho começou a nascer e eu gritei que a cabeça estava saindo. Claro que nem deu tempo de chamar meu marido. Só fui vê-lo depois que recebi alta”, ressalta ela. “Passei por momentos terríveis sozinha.”

Na Justiça

No Hospital do Trabalhador (HT), o acompanhante foi proibido em todos os momentos do parto assim que os primeiros casos de coronavírus foram confirmados em Curitiba. A orientação foi revista e atualmente é possível estar presente apenas no nascimento.  A Lei do Acompanhante prevê que a mulher tenha a presença de alguém escolhido por ela durante todo o tempo em que estiver internada. A permissão dos hospitais para a entrada apenas na hora do nascimento não caracteriza o cumprimento da legislação.

Direito nem sempre é garantido. Foto: Luciana Zenti

Nesta semana, após uma gestante ingressar com uma ação judicial contra o hospital, foi concedido, em caráter liminar, o direito ao acompanhante antes, durante e até 24 horas após o parto. A ação foi ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Paraná, com apoio técnico do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem).

A gestante havia sido informada pelo HT de que a presença do marido só seria permitida durante o parto, já no Centro Cirúrgico, e no período de visita – das 13h às 19h. A decisão da juíza Letícia Marina Conte levou em conta que a parturiente, caso dê à luz após às 19h, poderia ficar sem assistência familiar até às 13h do dia seguinte. A Defensoria argumentou que o acompanhante não pode ser considerado visita e que a presença dele, além de garantida por lei, é recomendada pelas Secretarias Municipal e Estadual da Saúde e pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o governo federal, o acompanhante deve ser autorizado desde que assintomático e fora dos grupos de risco para a covid-19. Mesmo as mulheres infectadas têm direito a acompanhante, desde que seja alguém próximo a ela. Em qualquer situação, não deve haver revezamentos e os acompanhantes devem ficar restritos ao local de assistência, sem circulação nas demais dependências do hospital.

Falta de EPIs

A Secretaria de Saúde de Curitiba esclarece que o Decreto Municipal 470/2020 proíbe visitas hospitalares como medida de controle de disseminação da covid-19, mas assegura que os direitos de acompanhamentos previstos em lei, como o parto ou a cesárea, sejam respeitados.

A Secretaria diz que não recebeu o ofício da Defensoria Pública do Paraná e, portanto, não irá se manifestar neste momento. Atualmente, as gestantes atendidas pelo Município são encaminhadas ao Hospital Evangélico e à Maternidade Mater Dei.

A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) também recomendou, em nota orientativa divulgada no dia 28 de abril, que a legislação seja respeitada em todas as regionais de saúde do Estado. Para isso, tanto a gestante quanto o acompanhante devem ser informados sobre os cuidados a serem tomados para preservar a saúde deles e dos profissionais da assistência. O acompanhante não pode apresentar sintomas respiratórios nem estar no grupo de risco para quadros graves de coronavírus. Caso isso ocorra, deve ser substituído por outra pessoa de escolha da mulher.

No entanto, a Assessoria de Comunicação da Sesa afirma que cada unidade poderá decidir sobre essa orientação, de acordo com sua própria realidade.

Em relação ao HT, a direção do hospital respondeu, em nota, que presta atendimento direto a casos de covid-19 e, portanto, entende que o direito coletivo de proteção deve prevalecer sobre o individual. Para que o acompanhante fosse autorizado durante todo o internamento e trabalho de parto, o hospital precisaria disponibilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) de difícil aquisição neste momento. Além disso, seriam gerados custos adicionais não previstos pelo hospital.

Até o fechamento desta reportagem, a Assessoria de Imprensa do Hospital de Clínicas (HC) não respondeu à reportagem.

*Os nomes foram trocados a fim de proteger a identidade das fontes.

ONU lança documento com recomendações para proteger idosos durante pandemia

Do site Nações Unidas Brasil

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, publicou nesta sexta-feira (1) um relatório com análises e recomendações sobre os desafios enfrentados pelas pessoas idosas.

A taxa de mortalidade deste grupo é mais alta no geral e, para aqueles com mais de 80 anos, é cinco vezes a média global.

Além do impacto imediato na saúde, António Guterres alertou, em uma mensagem em vídeo, que “a pandemia está colocando as pessoas mais velhas em maior risco de pobreza, discriminação e isolamento”, com um impacto potencialmente arrasador sobre as pessoas idosas nos países em desenvolvimento; acesse aqui o vídeo e o relatório.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, publicou nesta sexta-feira (1) um relatório sobre o impacto que a pandemia de COVID-19 está tendo em pessoas idosas.

Na pesquisa, o chefe da ONU informa que a taxa de mortalidade para os idosos é mais alta no geral e, para aqueles com mais de 80 anos, é cinco vezes a média global.

Além do impacto imediato na saúde, António Guterres alertou que “a pandemia está colocando as pessoas mais velhas em maior risco de pobreza, discriminação e isolamento”, com um impacto potencialmente arrasador sobre as pessoas idosas nos países em desenvolvimento.

Acesse o documento clicando aqui.

O secretário-geral afirmou que, como pessoa idosa e como responsável por uma pessoa ainda mais idosa – sua mãe –, ele está “profundamente preocupado com a pandemia em nível pessoal e com seus efeitos em comunidades e sociedades”.

relatório inclui um resumo de políticas com análises e recomendações para enfrentar esses desafios. São quatro as mensagens principais.

Recomendações

Primeiro, nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável. Os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros.

Para Guterres, “as decisões difíceis em torno dos cuidados médicos que salvam vidas devem respeitar os direitos humanos e a dignidade de todos”.

Segundo, embora o distanciamento físico seja crucial, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados.

Guterres disse que são precisos mais apoio social e esforços mais inteligentes para chegar às pessoas mais velhas usando tecnologia digital. Segundo ele, “isso é vital para que possam enfrentar o grande sofrimento e isolamento criado por bloqueios e outras restrições”.

Em terceiro lugar, todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões.

O chefe da ONU lembrou que a maioria destas pessoas são mulheres, que têm maior probabilidade de viver na pobreza e sem acesso a cuidados de saúde.

Por fim, em quarto lugar, o secretário-geral disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes”.

Muitos idosos continuam trabalhando, têm vidas familiares ativas e cuidam de familiares. Para Guterres, “suas vozes e liderança contam”.

O chefe da ONU afirmou que, para superar essa pandemia, o mundo precisa “de uma onda de solidariedade global e das contribuições de todos os membros da sociedade, incluindo os idosos”.

Guterres disse olhar para o futuro, dizendo que durante a recuperação será preciso “ambição e visão para construir sociedades mais inclusivas, sustentáveis e amigas dos idosos”.

Instituto de Saúde de São Paulo lança guia de capacitação gratuita online

Instituto de Saúde lança o Guia IS de capacitação gratuita online sobre o novo Coronavírus para profissionais de Saúde.
A página no site do IS centraliza uma série de cursos rápidos que ensinam como lidar com os pacientes de Covid19 e como os profissionais podem se proteger melhor do coronavírus SARS-CoV –2.

ANVISA publica recomendações sobre produtos saneantes na desinfecção de superfícies

Clique aqui para acessar a nota técnica em seu inteiro teor.

Conteúdo originalmente publicano no site do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª região – Minas Gerais

Quais são os produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de superfícies? Em virtude da pandemia de COVID-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma Nota Técnica 26/2020 com recomendações sobre a utilização de produtos saneantes para antissepsia em lugares físicos.

Além da lavagem frequente das mãos com água e sabonete, a utilização de produtos sanitizantes para as mãos e a desinfecção de superfícies com os mesmos é essencial para evitar a disseminação do novo coronavírus (SARS- Cov-2), causador da Covid-19.

 

Álcool 70%

O álcool 70% recomendado pelo Anvisa diz respeito tanto ao álcool etílico 70% quanto ao álcool isopropílico 70%, podendo ser encontrado na forma de gel ou líquido. Tal produto deve ser utilizado para a desinfecção de objetos ou produtos potencialmente contaminados pelo vírus (pisos, paredes, camas, entre outras estruturas físicas).

É importante ressaltar que alguns desinfetantes registrados como saneantes não são recomendados para uso nas mãos, pois podem não ser seguros para utilização na pele por causa da sua composição. Os produtos usados para a higienização das mãos possuem componentes hidratantes que evitam o ressecamento da pele e a produção de feridas, as quais podem aumentar a entrada do vírus no organismo.

Outras possibilidades

Além do álcool 70%, existem outras alternativas para a desinfecção de objetos e superfícies? A resposta é sim. Pesquisas recentes apontam que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabão ou uma solução líquida de alvejante podem ser utilizadas para limpeza, segundo o documento publicado pela Anvisa.

Uma das recomendações publicadas refere-se ao tempo de aplicação dos desinfetantes nas superfícies, sendo necessários de 5 a 10 minutos de contato para inativar os microrganismos.

IMPORTANTE: é fundamental orientar funcionários e colaboradores de que a limpeza imediata da superfície após a aplicação do desinfetante, não permitirá tempo suficiente para a destruição dos vírus.

Abaixo, confira a relação de produtos alternativos ao álcool 70% que podem ser utilizados para a desinfecção de objetos e superfícies:

  • Hipoclorito de sódio a 0.5%
  • Alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3.9%
  • Iodopovidona (1%)
  • Peróxido de hidrogênio 0.5%
  • Ácido peracéco 0,5%
  • Quaternários de amônio, por exemplo, o Cloreto de Benzalcônio 0.05%
  • Compostos fenólicos
  • Desinfetantes de uso geral com ação virucida
  • Água sanitária: diluir 1 copo (250 ml) de água sanitária / 1L água.
  • Alvejante comum: 1 copo (200 ml) de alvejante / 1L água.

Obs: A água sanitária e alvejantes comuns podem ser ulizados diluídos para desinfetar pisos e outras supercies (tempo de contato de 10 minutos). Lembre-se de que estes produtos podem deixar manchas em alguns materiais. Recomenda-se a seguinte diluição, a qual deve ser usada imediatamente, pois a solução é desavada pela luz:

O documento elaborado pela Anvisa foi baseado em fontes de organismos internacionais de saúde, agências reguladoras externas e artigos científicos recentes.

Parto em casa, grupos de apoio e paciência. Grávidas driblam medo do vírus para viver a alegria de ser mãe

Visitas foram substituídas por vídeochamadas com familiares e amigos. “Todos estão conhecendo o Joaquim pela Internet”, conta Emmanuelle, que fez o parto do seu filho há duas semanas

Joana Frazão e seu marido recebem a filha  Luiza, nascida em casa.
Joana Frazão e seu marido recebem a filha Luiza, nascida em casa. Foto: Lela Beltrão

Do El País

Priscila Rocha Nunes, de 37 anos, descobriu em março que estava grávida de três meses. Em meio à pandemia de coronavírus, a boa notícia veio com uma grande preocupação. Mãe de dois filhos e usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, ela ainda não conseguiu começar o pré-natal, porque as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais públicos estão lotados com casos de covid-19 e não estão marcando consultas ou realizando exames. “Fui na UBS perto de casa e não me atenderam. Como faço uso de medicação controlada, me encaminharam para o Hospital São Luiz Gonzaga , mas não consegui marcar a consulta nem os exames gestacional e morfológico lá”, conta Priscila ao EL PAÍS, referindo-se aos exames essenciais que devem ser feitos no início da gestação.

Ansiosas e isoladas, as grávidas da pandemia têm se apoiado mutuamente através de grupos no WhatsApp e nas redes sociais. Trocam informações, tiram dúvidas umas das outras e celebram a vida e a saúde de seus filhos. “Esses grupos estão me ajudando muito. No início, por exemplo, eu tinha receio de amamentar e passar alguma coisa para ele, mas as outras mães me explicaram que pode, sim”, conta,

Priscila Rocha Nunes, de 37 anos, descobriu em março que estava grávida de três meses. Em meio à pandemia de coronavírus, a boa notícia veio com uma grande preocupação. Mãe de dois filhos e usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, ela ainda não conseguiu começar o pré-natal, porque as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais públicos estão lotados com casos de covid-19 e não estão marcando consultas ou realizando exames. “Fui na UBS perto de casa e não me atenderam. Como faço uso de medicação controlada, me encaminharam para o Hospital São Luiz Gonzaga , mas não consegui marcar a consulta nem os exames gestacional e morfológico lá”, conta Priscila ao EL PAÍS, referindo-se aos exames essenciais que devem ser feitos no início da gestação.

Ansiosas e isoladas, as grávidas da pandemia têm se apoiado mutuamente através de grupos no WhatsApp e nas redes sociais. Trocam informações, tiram dúvidas umas das outras e celebram a vida e a saúde de seus filhos. “Esses grupos estão me ajudando muito. No início, por exemplo, eu tinha receio de amamentar e passar alguma coisa para ele, mas as outras mães me explicaram que pode, sim”, conta, aliviada, Jennifer Almeida, grávida do primeiro filho, que vai nascer a qualquer momento, em Salvador.

As videochamadas com parentes e amigos substituíram as visitas às mães e aos recém-nascidos. “Todo mundo está conhecendo Joaquim pela internet”, ri Emanuelle Silva, de 37 anos, que teve o primogênito há duas semanas, em Salvador. Os avós de Luiza, filha de Joana Frazão, também só conhecem a neta por fotos e vídeos. “Eles iriam vir de Recife para São Paulo, mas não deu certo. Pelo menos a tecnologia ajuda a gente a ficar mais perto”, diz ela.

Sem acesso à atenção médica, Priscila faz o que pode para cuidar da saúde: está em quarentena em casa com os dois filhos e o marido —comerciante que está sem trabalhar devido ao isolamento social, uma das razões pelas quais a família não pode pagar por consultas e exames particulares—. “Outro dia, passei mal, fui para o pronto-socorro, e tinha uma grávida lá com covid-19. Isso só aumentou meu medo e minha ansiedade”, conta ela. Priscila entrou em contato com a ouvidoria da Prefeitura de São Paulo (telefone 156) e foi informada de que teria uma resposta sobre suas consultas e exames em até um mês. “Nunca pensei que fosse passar por algo assim”, lamenta ela. Procurada pelo EL PAÍS, a prefeitura afirmou, em nota, que “estão mantidas todas as consultas e procedimentos de pré-natal e de puerpério”, bem como o atendimento ao aborto legal. O Ministério da Saúde incluiu, em 13 de abril, gestantes e puérperas (que deram a luz nos últimos 45 dias) no grupo de risco de complicações por covid-19.

A enfermeira e estudante de Medicina de Brasília Ana Carolina Ferreira, de 36 anos, que teve filho há um mês, conta que só saía de casa para as consultas e que o parto, realizado com plano de saúde, foi complicado. “Todas as maternidades estavam lotadas. Muitas mulheres estão antecipando as cesarianas por medo do pico de contágio”, conta.

Joana Frazão, de 31 anos, driblou esse estresse ao optar pelo parto em casa. “Nunca gostei de hospital, muito menos agora, com todos os riscos de contágio”, diz a pernambucana residente em São Paulo. Ela, que já tinha recebido Vitor, de um ano e nove meses, em parto domiciliar, fez o mesmo para a chegada de Luiza, há um mês. “Da primeira vez, que foram 28 horas de trabalho de parto, fiquei mais tranquila do que agora, que foram sete horas, porque estava muito tensa, só pensava ‘tomara que minha filha nasça em casa”, relata. No final, deu tudo certo. Joana teve que ser transferida para um hospital, porque a placenta ficou retida. “Meus filhos ficaram com o pai e a parteira me acompanhou. Foi muito tenso ir para o hospital. Na volta, tirei toda a roupa na garagem de casa e só peguei meus filhos depois de tomar banho”, conta ela, que, para driblar a ansiedade provocada pela pandemia, parou de ler jornais e assistir televisão.

O aumento da ansiedade parece ser um fator comum entre gestantes e puérperas, independente do acesso à saúde. “Diferente do que acontece normalmente com as grávidas, a ansiedade agora está ligada a uma diminuição nas idas ao pronto-socorro. Em alguns casos, o medo de contágio é tão grande que elas não querem ir ao hospital de jeito nenhum, nem quando precisam. Nós é que temos que conscientizá-las de que é importante”, diz Ana Cristina Duarte, obstetriz e diretora do Coletivo Nascer, especializado em parto humanizado hospitalar.

À angústia, soma-se a solidão, já que a maioria dessas gestantes e mães não pode contar com o apoio presencial de familiares e amigos. “Gostaria de estar com minhas irmãs e minhas amigas. É um contato que faz falta até para dúvidas sobre como cuidar do umbigo do recém-nascido”, diz Emanuelle. “É a pior época para estar grávida”, resume Giovana Balogh, autora do blog Mães de Peito e mãe de Bento (9 anos), Vicente (7 anos) e Teresa, que deve nascer nos próximos dias. “O pior de tudo é a solidão, porque todo mundo está em pânico, todo mundo está vivendo essa crise, mas as gestantes, de certa forma, estão sozinhas. Só de pensar em sair de casa para fazer um exame já dá uma tensão. Tento pensar em um dia de cada vez, para não enlouquecer”, desabafa. Ela diz que, desde o início da epidemia de coronavírus no Brasil, já se considerava um grupo de risco. Eu mesma tomei a decisão de parar de sair de casa, mas a medida do Ministério da Saúde foi importante para afastar grávidas do trabalho, principalmente aquelas que trabalham mais expostas, em hospitais ou supermercados, por exemplo”.

Giovana terá um parto domiciliar, em Mogi das Cruzes (SP) com o acompanhamento de duas enfermeiras obstetras, mas lamenta que sua mãe não possa estar presente. “Quando eu tive meus dois outros filhos, em São Paulo, minha mãe morava longe e foi ficar comigo. Hoje, estamos a 15 minutos uma da outra e ela não poderá estar comigo. O dia em que eu lavei o enxoval da Teresasenti falta dela. Era um momento que tinha imaginado viver juntas”, conta.

aliviada, Jennifer Almeida, grávida do primeiro filho, que vai nascer a qualquer momento, em Salvador.

As videochamadas com parentes e amigos substituíram as visitas às mães e aos recém-nascidos. “Todo mundo está conhecendo Joaquim pela internet”, ri Emanuelle Silva, de 37 anos, que teve o primogênito há duas semanas, em Salvador. Os avós de Luiza, filha de Joana Frazão, também só conhecem a neta por fotos e vídeos. “Eles iriam vir de Recife para São Paulo, mas não deu certo. Pelo menos a tecnologia ajuda a gente a ficar mais perto”, diz ela.

Sem acesso à atenção médica, Priscila faz o que pode para cuidar da saúde: está em quarentena em casa com os dois filhos e o marido —comerciante que está sem trabalhar devido ao isolamento social, uma das razões pelas quais a família não pode pagar por consultas e exames particulares—. “Outro dia, passei mal, fui para o pronto-socorro, e tinha uma grávida lá com covid-19. Isso só aumentou meu medo e minha ansiedade”, conta ela. Priscila entrou em contato com a ouvidoria da Prefeitura de São Paulo (telefone 156) e foi informada de que teria uma respo

Priscila Rocha Nunes, de 37 anos, descobriu em março que estava grávida de três meses. Em meio à pandemia de coronavírus, a boa notícia veio com uma grande preocupação. Mãe de dois filhos e usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo, ela ainda não conseguiu começar o pré-natal, porque as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais públicos estão lotados com casos de covid-19 e não estão marcando consultas ou realizando exames. “Fui na UBS perto de casa e não me atenderam. Como faço uso de medicação controlada, me encaminharam para o Hospital São Luiz Gonzaga , mas não consegui marcar a consulta nem os exames gestacional e morfológico lá”, conta Priscila ao EL PAÍS, referindo-se aos exames essenciais que devem ser feitos no início da gestação.

Ansiosas e isoladas, as grávidas da pandemia têm se apoiado mutuamente através de grupos no WhatsApp e nas redes sociais. Trocam informações, tiram dúvidas umas das outras e celebram a vida e a saúde de seus filhos. “Esses grupos estão me ajudando muito. No início, por exemplo, eu tinha receio de amamentar e passar alguma coisa para ele, mas as outras mães me explicaram que pode, sim”, conta, aliviada, Jennifer Almeida, grávida do primeiro filho, que vai nascer a qualquer momento, em Salvador.

As videochamadas com parentes e amigos substituíram as visitas às mães e aos recém-nascidos. “Todo mundo está conhecendo Joaquim pela internet”, ri Emanuelle Silva, de 37 anos, que teve o primogênito há duas semanas, em Salvador. Os avós de Luiza, filha de Joana Frazão, também só conhecem a neta por fotos e vídeos. “Eles iriam vir de Recife para São Paulo, mas não deu certo. Pelo menos a tecnologia ajuda a gente a ficar mais perto”, diz ela.

Sem acesso à atenção médica, Priscila faz o que pode para cuidar da saúde: está em quarentena em casa com os dois filhos e o marido —comerciante que está sem trabalhar devido ao isolamento social, uma das razões pelas quais a família não pode pagar por consultas e exames particulares—. “Outro dia, passei mal, fui para o pronto-socorro, e tinha uma grávida lá com covid-19. Isso só aumentou meu medo e minha ansiedade”, conta ela. Priscila entrou em contato com a ouvidoria da Prefeitura de São Paulo (telefone 156) e foi informada de que teria uma resposta sobre suas consultas e exames em até um mês. “Nunca pensei que fosse passar por algo assim”, lamenta ela. Procurada pelo EL PAÍS, a prefeitura afirmou, em nota, que “estão mantidas todas as consultas e procedimentos de pré-natal e de puerpério”, bem como o atendimento ao aborto legal. O Ministério da Saúde incluiu, em 13 de abril, gestantes e puérperas (que deram a luz nos últimos 45 dias) no grupo de risco de complicações por covid-19.

A enfermeira e estudante de Medicina de Brasília Ana Carolina Ferreira, de 36 anos, que teve filho há um mês, conta que só saía de casa para as consultas e que o parto, realizado com plano de saúde, foi complicado. “Todas as maternidades estavam lotadas. Muitas mulheres estão antecipando as cesarianas por medo do pico de contágio”, conta.

Joana Frazão, de 31 anos, driblou esse estresse ao optar pelo parto em casa. “Nunca gostei de hospital, muito menos agora, com todos os riscos de contágio”, diz a pernambucana residente em São Paulo. Ela, que já tinha recebido Vitor, de um ano e nove meses, em parto domiciliar, fez o mesmo para a chegada de Luiza, há um mês. “Da primeira vez, que foram 28 horas de trabalho de parto, fiquei mais tranquila do que agora, que foram sete horas, porque estava muito tensa, só pensava ‘tomara que minha filha nasça em casa”, relata. No final, deu tudo certo. Joana teve que ser transferida para um hospital, porque a placenta ficou retida. “Meus filhos ficaram com o pai e a parteira me acompanhou. Foi muito tenso ir para o hospital. Na volta, tirei toda a roupa na garagem de casa e só peguei meus filhos depois de tomar banho”, conta ela, que, para driblar a ansiedade provocada pela pandemia, parou de ler jornais e assistir televisão.

O aumento da ansiedade parece ser um fator comum entre gestantes e puérperas, independente do acesso à saúde. “Diferente do que acontece normalmente com as grávidas, a ansiedade agora está ligada a uma diminuição nas idas ao pronto-socorro. Em alguns casos, o medo de contágio é tão grande que elas não querem ir ao hospital de jeito nenhum, nem quando precisam. Nós é que temos que conscientizá-las de que é importante”, diz Ana Cristina Duarte, obstetriz e diretora do Coletivo Nascer, especializado em parto humanizado hospitalar.

À angústia, soma-se a solidão, já que a maioria dessas gestantes e mães não pode contar com o apoio presencial de familiares e amigos. “Gostaria de estar com minhas irmãs e minhas amigas. É um contato que faz falta até para dúvidas sobre como cuidar do umbigo do recém-nascido”, diz Emanuelle. “É a pior época para estar grávida”, resume Giovana Balogh, autora do blog Mães de Peito e mãe de Bento (9 anos), Vicente (7 anos) e Teresa, que deve nascer nos próximos dias. “O pior de tudo é a solidão, porque todo mundo está em pânico, todo mundo está vivendo essa crise, mas as gestantes, de certa forma, estão sozinhas. Só de pensar em sair de casa para fazer um exame já dá uma tensão. Tento pensar em um dia de cada vez, para não enlouquecer”, desabafa. Ela diz que, desde o início da epidemia de coronavírus no Brasil, já se considerava um grupo de risco. Eu mesma tomei a decisão de parar de sair de casa, mas a medida do Ministério da Saúde foi importante para afastar grávidas do trabalho, principalmente aquelas que trabalham mais expostas, em hospitais ou supermercados, por exemplo”.

Giovana terá um parto domiciliar, em Mogi das Cruzes (SP) com o acompanhamento de duas enfermeiras obstetras, mas lamenta que sua mãe não possa estar presente. “Quando eu tive meus dois outros filhos, em São Paulo, minha mãe morava longe e foi ficar comigo. Hoje, estamos a 15 minutos uma da outra e ela não poderá estar comigo. O dia em que eu lavei o enxoval da Teresasenti falta dela. Era um momento que tinha imaginado viver juntas”, conta.

sta sobre suas consultas e exames em até um mês. “Nunca pensei que fosse passar por algo assim”, lamenta ela. Procurada pelo EL PAÍS, a prefeitura afirmou, em nota, que “estão mantidas todas as consultas e procedimentos de pré-natal e de puerpério”, bem como o atendimento ao aborto legal. O Ministério da Saúde incluiu, em 13 de abril, gestantes e puérperas (que deram a luz nos últimos 45 dias) no grupo de risco de complicações por covid-19.

A enfermeira e estudante de Medicina de Brasília Ana Carolina Ferreira, de 36 anos, que teve filho há um mês, conta que só saía de casa para as consultas e que o parto, realizado com plano de saúde, foi complicado. “Todas as maternidades estavam lotadas. Muitas mulheres estão antecipando as cesarianas por medo do pico de contágio”, conta.

Joana Frazão, de 31 anos, driblou esse estresse ao optar pelo parto em casa. “Nunca gostei de hospital, muito menos agora, com todos os riscos de contágio”, diz a pernambucana residente em São Paulo. Ela, que já tinha recebido Vitor, de um ano e nove meses, em parto domiciliar, fez o mesmo para a chegada de Luiza, há um mês. “Da primeira vez, que foram 28 horas de trabalho de parto, fiquei mais tranquila do que agora, que foram sete horas, porque estava muito tensa, só pensava ‘tomara que minha filha nasça em casa”, relata. No final, deu tudo certo. Joana teve que ser transferida para um hospital, porque a placenta ficou retida. “Meus filhos ficaram com o pai e a parteira me acompanhou. Foi muito tenso ir para o hospital. Na volta, tirei toda a roupa na garagem de casa e só peguei meus filhos depois de tomar banho”, conta ela, que, para driblar a ansiedade provocada pela pandemia, parou de ler jornais e assistir televisão.

O aumento da ansiedade parece ser um fator comum entre gestantes e puérperas, independente do acesso à saúde. “Diferente do que acontece normalmente com as grávidas, a ansiedade agora está ligada a uma diminuição nas idas ao pronto-socorro. Em alguns casos, o medo de contágio é tão grande que elas não querem ir ao hospital de jeito nenhum, nem quando precisam. Nós é que temos que conscientizá-las de que é importante”, diz Ana Cristina Duarte, obstetriz e diretora do Coletivo Nascer, especializado em parto humanizado hospitalar.

À angústia, soma-se a solidão, já que a maioria dessas gestantes e mães não pode contar com o apoio presencial de familiares e amigos. “Gostaria de estar com minhas irmãs e minhas amigas. É um contato que faz falta até para dúvidas sobre como cuidar do umbigo do recém-nascido”, diz Emanuelle. “É a pior época para estar grávida”, resume Giovana Balogh, autora do blog Mães de Peito e mãe de Bento (9 anos), Vicente (7 anos) e Teresa, que deve nascer nos próximos dias. “O pior de tudo é a solidão, porque todo mundo está em pânico, todo mundo está vivendo essa crise, mas as gestantes, de certa forma, estão sozinhas. Só de pensar em sair de casa para fazer um exame já dá uma tensão. Tento pensar em um dia de cada vez, para não enlouquecer”, desabafa. Ela diz que, desde o início da epidemia de coronavírus no Brasil, já se considerava um grupo de risco. Eu mesma tomei a decisão de parar de sair de casa, mas a medida do Ministério da Saúde foi importante para afastar grávidas do trabalho, principalmente aquelas que trabalham mais expostas, em hospitais ou supermercados, por exemplo”.

Giovana terá um parto domiciliar, em Mogi das Cruzes (SP) com o acompanhamento de duas enfermeiras obstetras, mas lamenta que sua mãe não possa estar presente. “Quando eu tive meus dois outros filhos, em São Paulo, minha mãe morava longe e foi ficar comigo. Hoje, estamos a 15 minutos uma da outra e ela não poderá estar comigo. O dia em que eu lavei o enxoval da Teresasenti falta dela. Era um momento que tinha imaginado viver juntas”, conta.

Formação de lideranças em Pernambuco

O Grupo Curumim tem realizado formação política e Artivismo com adolescentes. Neste momento, acompanha 26 meninas com idade de 10 a 18 anos dos projetos Refletir Para Decidir e Musicalizando Direitos.
Na pandemia que exige o distanciamento físico, meninas e mulheres estão mais vulneráveis a vivenciarem situações de violação de direitos. Assim como já esboçou a ONU, é indispensável acompanhar meninas e mulheres e ampliar os canais de comunicação, inclusive para denúncias através de telefones e aplicativos.
Das 26 meninas que participam dos Projetos, 11 estão sem acesso a telefone, excluindo delas a condição de manter o diálogo seguro e contínuo com nossa equipe e entre elas do grupo.
Para garantir a estas meninas o direito à comunicação e a continuidade de momentos de escuta e apoio, o Grupo Curumim inicia uma campanha de arrecadação de celulares, que possibilitem a instalação de aplicativos de conversa, ou através de doações de valores para a compra desses aparelhos. Nossa meta é captar 11 celulares!
Quer contribuir? 
Deposita na conta:
Grupo Curumim – Banco do Brasil
Agência: 3243-3
Conta: 110.089-0
CNPJ 24.565.594/0001-00
Mais informações: 81 99838-5896
Ou entra em contato pelo direct no Instagram ou Facebook do Grupo Curumim!

DPMG recomenda preservação de direitos das gestantes durante a pandemia

A Defensoria de Minas (DPMG) enviou recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de #BH para que os direitos conferidos por lei às gestantes, durante e após o parto, sejam respeitados nas unidades de saúde durante a pandemia de #coronavírus . No documento constam ainda observações para proteção das mulheres de possível contágio.
Pontos recomendados: assegurar o direito a acompanhante a todas as mulheres durante o período integral de internação; o direito à participação da doula durante o trabalho de parto; suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica; priorizar o encaminhamento de gestantes de risco habitual para estabelecimentos médicos que sejam exclusivamente maternidades; e a continuidade do acompanhamento pré-natal e do cuidado após a alta hospitalar.
Sugere, ainda, a formação de um comitê municipal, com a participação da #DefensoriaPública para implementação e monitoramento das recomendações.
A iniciativa, de caráter extrajudicial, é uma atuação conjunta das Defensorias Especializadas – Defesa do Direito da Mulher em Situação de Violência (Nudem-BH), Infância e Juventude – Cível, Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais e de Saúde, além das defensoras públicas responsáveis pela gestão do projeto #GestaçãoLegal , da #DPMG . Participaram ainda da construção do documento a defensora pública Ana Flávia Oliveira Freitas, da área Cível, profissionais de saúde e ativistas dos direitos das mulheres.
Ofício à rede particular
Sobre a suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica, um dos pontos da recomendação da DPMG, a defensora Maria Cecília Pinto e Oliveira, em atuação no Nudem – BH, explica que “apesar das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em sentido contrário, cerca de 84% dos nascimentos na rede particular acontece pela via cirúrgica”. Partos em cesarianas normalmente ocupam leitos, equipamentos e mais profissionais da saúde, o que pode sobrecarregar o atendimento.
Datada de 28 de abril, a Recomendação Conjunta à Secretaria Municipal da Saúde de BH propõe o prazo de dez dias para agendamento de uma reunião virtual para debate das questões.
Recomendação Conjunta