Sars-cov-2 e Covid-19 - Outras recomendações

Orientações para codificação das codificação das causas de morte causas de morte no contexto da no contexto da COVID-19 – Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde publiçõu nota informativa para Orientações para codificação das codificação das causas de morte causas de morte no contexto da no contexto da COVID-19 com o objetivo de “padronizar a codificação das causas de morte informadas na Declaração de Óbito (DO) no contexto da doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19), visando o processamento e à seleção da causa básica, em conformidade com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM)”.

Acesse o documento aqui.

 

Recomendações CDC

Publicado originalmente no site da NIH – National Institutes of Health (em inglês).

 

Visão geral e espectro do COVID-19

Resumo das Recomendações
• O Painel de Diretrizes de Tratamento COVID-19 (o Painel) não recomenda o uso de nenhum agente para profilaxia pré-exposição (PrEP) contra coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) fora do cenário de um ensaio clínico (AIII).
• O Painel não recomenda o uso de nenhum agente para profilaxia pós-exposição (PEP) contra a infecção por SARS-CoV-2 fora do cenário de um ensaio clínico (AIII).
• O Painel não recomenda testes laboratoriais adicionais nem tratamento específico para pessoas com suspeita ou confirmação de infecção por SARS-CoV-2 assintomática ou pré-sintomática (AIII).
 • Atualmente, nenhum medicamento foi provado ser seguro e eficaz no tratamento do COVID-19. Não existem dados suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes com COVID-19 que tenham doença leve, moderada, grave ou crítica (AIII).
Epidemiologia
A pandemia de COVID-19 explodiu desde que os casos foram relatados pela primeira vez na China em janeiro de 2020. Em 19 de abril de 2020, mais de 2,4 milhões de casos de COVID-19 – causados ​​por coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) infecção – foram relatadas globalmente, incluindo> 165.000 mortes. Foram relatados casos em mais de 180 países, incluindo todos os 50 estados dos Estados Unidos.
Indivíduos de todas as idades correm risco de infecção e doença grave.
No entanto, a probabilidade de doença fatal é mais alta em pessoas com idade ≥ 65 anos e naquelas que vivem em um lar de idosos ou em instituições de longa permanência.
Outros com maior risco de COVID-19 são pessoas de qualquer idade com certas condições subjacentes, especialmente quando não estão bem controladas, incluindo:
 • Hipertensão
• Doença cardiovascular
• Diabetes
• Doença respiratória crônica
• Câncer
• Doença renal e
• Obesidade.
Apresentação clínica
O período estimado de incubação do COVID-19 é de até 14 dias a partir do momento da exposição, com um período médio de incubação de 4 a 5 dias.
O espectro da doença pode variar de infecção assintomática a pneumonia grave com respirações agudas respiratórias, síndrome de angústia (SDRA) e morte.
Em um resumo de 72.314 pessoas com COVID-19 na China, 81% dos casos foram relatados como leves, 14% foram graves e 5% foram críticos.
Em um relatório de 1.482 pacientes hospitalizados com COVID-19 confirmado nos Estados Unidos Estados, os sintomas mais comuns foram tosse (86%), febre ou calafrios (85%) e falta de ar (80%), diarréia (27%) e náusea (24%).
Outros sintomas relatados foram incluídos, mas não se limitam a, produção de escarro, dor de cabeça, tontura, rinorréia, anosmia, disgeusia, dor de garganta, dor abdominal, anorexia e vômito.
Os achados laboratoriais comuns do COVID-19 incluem leucopenia e linfopenia.
Outras anormalidades laboratoriais incluíram elevações nos níveis de aminotransferase, proteína C reativa, dímero D, ferritina e desidrogenase de lactato.
Anormalidades na radiografia de tórax variam, mas geralmente revelam opacidades multifocais bilaterais.
As anormalidades observadas na tomografia computadorizada (TC) do tórax também variam, mas geralmente revelam opacidades periféricas em vidro fosco bilateral com o desenvolvimento de áreas de consolidação posteriormente no curso clínico.
A imagem pode ser normal no início da infecção e pode ser anormal na ausência de sintomas.
Diagnóstico da infecção por SARS-CoV-2
Idealmente, o teste diagnóstico seria realizado para todos os pacientes com uma síndrome consistente com o COVID-19, pessoas com exposições conhecidas de alto risco e pessoas com risco de exposição repetida, como profissionais de saúde e socorristas.
Para obter mais informações, consulte o site da COVID-19 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
 O CDC recomenda que amostras de nasofaringe sejam usadas para detectar SARS-CoV-2. Cotonetes nasais ou cotonetes orofaríngeos podem ser alternativas aceitáveis.
As amostras do trato respiratório inferior têm um rendimento maior que as do trato superior, mas geralmente não são obtidas devido a preocupações com a aerossolização do vírus durante os procedimentos de coleta de amostras.
Enquanto os testes de diagnóstico iniciais para a infecção por SARS-CoV-2 se basearam nas plataformas de reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa, os testes mais recentes incluíram uma variedade de plataformas adicionais.
Mais de 20 testes de diagnóstico para a infecção por SARS-CoV-2 receberam Autorização de Uso de Emergência pela Food and Drug Administration.
Comparações formais desses testes estão em andamento.
 O CDC estabeleceu um sistema prioritário para testes de diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2 com base na disponibilidade de testes; as orientações para testes do CDC são atualizadas periodicamente.
• Prioridade 1: Pacientes hospitalizados e profissionais de saúde sintomáticos (para reduzir o risco de infecções nosocomiais e manter o sistema de saúde).
• Prioridade 2: Indivíduos com sintomas que vivem em instituições de longa permanência, com idade ≥ 65 anos ou que têm condições subjacentes, e socorristas sintomáticos (para garantir que aqueles com maior risco de complicações da infecção sejam rapidamente identificados e triados).
• Prioridade 3: Em comunidades com altas hospitalizações por COVID-19, trabalhadores críticos em infraestrutura e outros indivíduos com sintomas, profissionais de saúde e socorristas e indivíduos com sintomas leves (para diminuir a disseminação da comunidade e garantir a saúde dos trabalhadores essenciais).
 De notar, podem ocorrer resultados de testes falso-negativos.
Em pessoas com alta probabilidade de infecção com base no histórico de exposição e / ou apresentação clínica, um único teste negativo não exclui completamente a infecção por SARS-CoV-2 e o teste deve ser repetido.
• Rotas de transmissão SARS-CoV-2 e meios padrão de prevenção
O início e a duração do derramamento viral e o período de infecciosidade não estão completamente definidos. Indivíduos assintomáticos ou pré-sintomáticos infectados com SARS-CoV-2 podem ter RNA viral detectado em amostras respiratórias superiores antes do início dos sintomas.
Foi descrita a transmissão de SARS-CoV-2 de indivíduos assintomáticos.
Até que ponto isso ocorre permanece desconhecido.
• Gestão de pessoas com COVID-19
Pacientes infectados com coronavírus 2 da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) podem experimentar uma variedade de manifestações clínicas, desde nenhum sintoma até doença crítica.
Esta seção discute o manejo clínico dos pacientes de acordo com a gravidade de sua doença.
Atualmente, não existem medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para tratar especificamente pacientes com COVID-19.
A cloroquina e a hidroxicloroquina, que não são aprovadas pela FDA para COVID-19, estão disponíveis no Estoque Nacional Estratégico para adultos e adolescentes hospitalizados (com peso> 50 kg) sob uma Autorização de Uso de Emergência.
Uma série de medicamentos aprovados para outras indicações, bem como vários agentes de investigação, estão sendo estudados para o tratamento do COVID-19 em várias centenas de ensaios clínicos em todo o mundo.
Alguns medicamentos podem ser acessados ​​por meio de acesso expandido ou mecanismos de uso compassivo.
Os dados clínicos disponíveis para esses medicamentos sob investigação são discutidos em Opções terapêuticas para o COVID-19 atualmente sob investigação.
Conforme observado nessa seção, nenhum medicamento foi comprovadamente seguro e eficaz para o tratamento de COVID-19.
 Em geral, os pacientes com COVID-19 podem ser agrupados nas seguintes categorias de doenças:
• Infecção assintomática ou pré-sintomática: Indivíduos que testam positivo para SARS-CoV-2, mas não apresentam sintomas
Doença leve: Indivíduos com vários sinais e sintomas (por exemplo, febre, tosse, dor de garganta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular) sem falta de ar, dispnéia ou imagens anormais
Doença moderada: Indivíduos que apresentam evidências de doenças respiratórias inferiores por avaliação clínica ou imagem e uma saturação de oxigênio (SaO2)> 93% no ar ambiente ao nível do mar.
Doença Grave: Indivíduos com frequência respiratória> 30 respirações por minuto, SaO2 ≤93% no ar ambiente ao nível do mar, razão entre pressão parcial arterial de oxigênio e fração de oxigênio inspirado (PaO2 / FiO2) <300, ou infiltrações pulmonares> 50 %
Doença Crítica: Indivíduos com insuficiência respiratória, choque séptico e / ou disfunção de múltiplos órgãos
 Infecção assintomática ou pré-sintomática
A infecção assintomática pode ocorrer, embora a porcentagem de pacientes que permanecem verdadeiramente assintomáticos durante o curso da infecção seja desconhecida.
Atualmente, não está claro qual a porcentagem de indivíduos que apresentam infecção assintomática pode progredir para doença clínica.
Foi relatado que alguns indivíduos assintomáticos têm achados radiográficos objetivos consistentes com a pneumonia por COVID-19.
Eventualmente, a disponibilidade de testes generalizados para SARS-CoV-2 e o desenvolvimento de ensaios sorológicos para anticorpos contra o vírus ajudarão a determinar a verdadeira prevalência de infecções assintomáticas e pré-sintomáticas.
Pessoas com resultado positivo para SARS-CoV-2 e assintomáticas devem se auto-isolar.
Se permanecerem assintomáticos, poderão interromper o isolamento 7 dias após a data do seu primeiro teste SARS-CoV-2 positivo.
Os indivíduos que se tornarem sintomáticos devem entrar em contato com seu médico para obter mais orientações.
Os profissionais de saúde que são positivos e são assintomáticos podem obter orientações adicionais de seus serviços de saúde ocupacional. Consulte o site do COVID-19 dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para obter informações detalhadas.
 O Painel não recomenda testes laboratoriais adicionais nem tratamento específico para pessoas com suspeita ou confirmação de infecção por SARS-CoV-2 assintomática ou pré-sintomática (AIII).
 Doença leve
 Os pacientes podem ter uma doença leve definida por qualquer um dos vários sinais e sintomas (por exemplo, febre, tosse, dor de garganta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular) sem falta de ar ou dispnéia ou imagem anormal. A maioria dos pacientes com doenças leves pode ser tratada em ambulatório ou em casa através de telemedicina ou visitas remotas.
Todos os pacientes com COVID-19 sintomático e fatores de risco para doença grave devem ser monitorados de perto. Em alguns pacientes, o curso clínico pode progredir rapidamente.
 Nenhuma avaliação laboratorial específica é indicada em pacientes saudáveis ​​com doença de COVID-19 leve.
 Não existem dados suficientes para recomendar a favor ou contra qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes com COVID-19 com doença leve (AIII).
 Doença Moderada
A doença moderada de COVID-19 é definida como evidência de doença respiratória inferior por avaliação clínica ou imagem com SpO2> 93% no ar ambiente ao nível do mar.
Dado que a doença pulmonar pode progredir rapidamente em pacientes com COVID-19, pacientes com COVID-19 moderado devem ser internados em um centro de saúde para observação cuidadosa.
Se houver suspeita de pneumonia bacteriana ou sepse, administre tratamento antibiótico empírico para pneumonia adquirida na comunidade, reavalie diariamente e, se não houver evidência de infecção bacteriana, reduza ou interrompa os antibióticos.
A maioria dos pacientes com doença moderada a grave precisará de hospitalização.
As medidas de controle e prevenção de infecções hospitalares incluem o uso de equipamento de proteção individual (EPI) para precauções contra gotículas e contato (por exemplo, máscaras, escudos, luvas, aventais), incluindo proteção para os olhos (por exemplo, escudos ou óculos de proteção) e cuidados médicos dedicados a um único paciente equipamentos (por exemplo, estetoscópios, manguitos de pressão arterial, termômetros).
O número de pessoas e profissionais que entram no quarto de um paciente com COVID-19 deve ser limitado.
Se necessário, pacientes confirmados com COVID-19 podem ser coorte no mesmo quarto.
Se disponível, salas de isolamento de infecções transportadas por via aérea (AIIRs) devem ser usadas para pacientes que serão submetidos a qualquer procedimento de geração de aerossóis.
Durante esses procedimentos, todos os funcionários devem usar respiradores N95 ou respiradores purificadores de ar (PAPRs), em vez de uma máscara cirúrgica.
A técnica ideal de imagem pulmonar para pessoas com COVID-19 ainda não foi definida. A avaliação inicial pode incluir radiografia de tórax, ultrassom ou, se indicado, tomografia computadorizada. Eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado se indicado. Os testes laboratoriais incluem um hemograma completo (CBC) com perfil diferencial e metabólico, incluindo testes de função hepática e renal. Medidas de marcadores inflamatórios como proteína C reativa (PCR), dímero D e ferritina, embora não façam parte do tratamento padrão, podem ter valor prognóstico.
 Não há dados suficientes para o Painel recomendar a favor ou contra qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes com COVID-19 com doença moderada (AIII).
 Os médicos podem consultar a seção Opções terapêuticas para COVID-19 atualmente sob investigação e as Tabelas 2a e 3a destas diretrizes para revisar os dados clínicos disponíveis sobre medicamentos em investigação que estão sendo avaliados para o tratamento desta doença.
 Doença severa
 Considera-se que os pacientes com COVID-19 têm doença grave se tiverem SpO2 ≤93% no ar ambiente ao nível do mar, frequência respiratória> 30, PaO2 / FiO2 <300 ou infiltrados pulmonares> 50%. Esses pacientes podem sofrer rápida deterioração clínica e provavelmente precisarão se submeter a procedimentos geradores de aerossol. Eles devem ser colocados em AIIRs, se disponíveis. Administrar oxigenoterapia imediatamente usando cânula nasal ou oxigênio de alto fluxo.
Se houver suspeita de pneumonia bacteriana secundária ou sepse, administre antibióticos empíricos, reavalie diariamente e, se não houver evidência de infecção bacteriana, reduza ou interrompa os antibióticos.
 A avaliação deve incluir imagens pulmonares (radiografia de tórax, ultrassom ou, se indicado, tomografia computadorizada) e ECG, se indicado. A avaliação laboratorial inclui hemograma completo com perfil diferencial e metabólico, incluindo testes de função hepática e renal. Medidas de marcadores inflamatórios como PCR, dímero D e ferritina, embora não façam parte do tratamento padrão, podem ter valor prognóstico.
 Não há dados suficientes para o Painel recomendar a favor ou contra qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes com COVID-19 com doença grave (AIII).
 Os médicos podem consultar a seção Opções terapêuticas para COVID-19 atualmente sob investigação e as Tabelas 2a e 3a destas diretrizes para revisar os dados clínicos disponíveis sobre os medicamentos que estão sendo avaliados para o tratamento desta doença.
 Doença grave
 (Para detalhes adicionais, consulte Atendimento a pacientes críticos com COVID-19.)
COVID-19 é principalmente uma doença pulmonar. Os casos graves podem estar associados à síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), choque séptico que pode representar choque distributivo induzido por vírus, disfunção cardíaca, elevação de múltiplas citocinas inflamatórias que provocam uma tempestade de citocinas e / ou exacerbação de comorbidades subjacentes.
Além da doença pulmonar, os pacientes com COVID-19 também podem sofrer de doenças cardíacas, hepáticas, renais e do sistema nervoso central.
Como é provável que pacientes com doença crítica passem por procedimentos geradores de aerossol, eles devem ser colocados em AIIRs quando disponíveis.
A maioria das recomendações para o manejo de pacientes críticos com COVID-19 é extrapolada da experiência com outras infecções com risco de vida.
Atualmente, existem informações limitadas que sugerem que o manejo de cuidados intensivos de pacientes com COVID-19 deve diferir substancialmente do manejo de outros pacientes críticos, embora sejam necessárias precauções especiais para evitar a contaminação ambiental pelo SARS-CoV-2.
A Campanha Surviving Sepsis (SSC), uma iniciativa apoiada pela Sociedade de Medicina Intensiva e pela Sociedade Europeia de Medicina Intensiva, emitiu Diretrizes sobre o manejo de adultos gravemente enfermos com doença de coronavírus 2019 (COVID-19) em março de 2020 confiou bastante nas diretrizes do SSC ao fazer as recomendações nestas Diretrizes de Tratamento e agradece o trabalho do Painel de Diretrizes do SSC COVID-19.
Como em qualquer paciente da unidade de terapia intensiva (UTI), o tratamento clínico bem-sucedido de um paciente com COVID-19 depende da atenção ao processo primário que leva à admissão na UTI, mas também a outras comorbidades e complicações nosocomiais.
 Não há dados suficientes para o Painel recomendar a favor ou contra qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes críticos com COVID-19 (AIII).
Os médicos podem consultar a seção Opções terapêuticas para COVID-19 atualmente sob investigação e as Tabelas 2a e 3a destas diretrizes para revisar os dados clínicos disponíveis sobre os medicamentos que estão sendo avaliados para o tratamento desta doença.
Cuidado de pacientes críticos com COVID-19
Resumo das Recomendações
Controle de infecção:
Para os profissionais de saúde que estão executando procedimentos de geração de aerossol em pacientes com COVID-19, o Painel de Diretrizes de Tratamento COVID-19 (o Painel) recomenda o uso de respiradores testados para ajuste (respiradores N-95) ou respiradores purificadores de ar, em vez de máscaras cirúrgicas , além de outros equipamentos de proteção individual (ou seja, luvas, bata e proteção para os olhos, como um escudo facial ou óculos de segurança) (AIII).
 O Painel recomenda que a intubação endotraqueal para pacientes com COVID-19 seja realizada por profissionais de saúde com ampla experiência em gerenciamento de vias aéreas, se possível (AIII).
 O Painel recomenda que a intubação seja realizada por videolaringoscopia, se possível (CIII).
 • Suporte hemodinâmico:
 O Painel recomenda a noradrenalina como vasopressor de primeira escolha (AII).
 O Painel recomenda o uso de dobutamina em pacientes que mostrem evidências de hipoperfusão persistente, apesar da carga adequada de líquidos e do uso de agentes vasopressores (BII).
 Suporte ventilatório:
 Para adultos com COVID-19 e insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, apesar da oxigenoterapia convencional, o Painel recomenda oxigênio da cânula nasal de alto fluxo (HFNC) sobre ventilação não invasiva por pressão positiva (VNIPP) (BI).
Na ausência de uma indicação para intubação endotraqueal, o Painel recomenda um estudo monitorado de perto da NIPPV para adultos com COVID-19 e insuficiência respiratória hipoxêmica aguda para os quais o HFNC não está disponível (BIII).
Para adultos com COVID-19 que estão recebendo oxigênio suplementar, o Painel recomenda um monitoramento rigoroso para piora do estado respiratório e recomenda a intubação precoce por um profissional experiente em um ambiente controlado (AII).
Para adultos ventilados mecanicamente com COVID-19 e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), o Painel recomenda o uso de ventilação com baixo volume corrente (Vt) (Vt 4-8 mL / kg de peso corporal previsto) em volumes correntes mais altos (Vt> 8 mL / kg) (AI).
 Para adultos ventilados mecanicamente com COVID-19 e hipoxemia refratária, apesar da ventilação otimizada, o Painel recomenda ventilação propensa por 12 a 16 horas por dia, sem ventilação propensa (BII).
 Para adultos ventilados mecanicamente com COVID-19, SDRA grave e hipoxemia, apesar da ventilação otimizada e outras estratégias de resgate, o Painel recomenda uma tentativa de vasodilatador pulmonar inalado como terapia de resgate; se nenhuma melhora rápida na oxigenação for observada, o paciente deve ser diminuído do tratamento (CIII).
 Não existem dados suficientes para recomendar a favor ou contra o uso rotineiro da oxigenação por membrana extracorpórea em pacientes com COVID-19 e hipoxemia refratária (BIII).
Terapia medicamentosa:
Não há dados suficientes para o Painel recomendar a favor ou contra qualquer terapia antiviral ou imunomoduladora em pacientes com doença grave de COVID-19 (AIII).
Em pacientes com COVID-19 e doença grave ou crítica, existem dados insuficientes para recomendar terapia antimicrobiana empírica de amplo espectro na ausência de outra indicação (BIII).
 O Painel recomenda contra o uso rotineiro de corticosteróides sistêmicos para o tratamento de pacientes ventilados mecanicamente com COVID-19 sem SDRA (BIII).
 Em adultos ventilados mecanicamente com COVID-19 e SDRA, há dados insuficientes para recomendar a favor ou contra a terapia com corticosteroides na ausência de outra indicação (IC).
 Nos pacientes com COVID-19 com choque refratário, a terapia com corticosteroides em baixa dose é preferida ao tratamento com corticosteroides (BII).
• Opções terapêuticas para COVID-19 atualmente sob investigação
Resumo de Recomendações
Atualmente, nenhum medicamento foi provado ser seguro e eficaz no tratamento do COVID-19. Não existem medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) especificamente para tratar pacientes com COVID-19. Embora tenham surgido relatos na literatura médica e na imprensa leiga reivindicando tratamento bem-sucedido de pacientes com COVID-19 com uma variedade de agentes, são necessários dados definitivos de ensaios clínicos para identificar tratamentos ideais para esta doença.
O manejo clínico recomendado de pacientes com COVID-19 inclui medidas de controle e prevenção de infecções e cuidados de suporte, incluindo oxigênio suplementar e suporte ventilatório mecânico, quando indicado.
Como no manejo de qualquer doença, as decisões de tratamento residem em última instância com o paciente e seu médico.
 • Antivirais:
 Não existem dados clínicos suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina no tratamento de COVID-19 (AIII).
Se for usada cloroquina ou hidroxicloroquina, os médicos devem monitorar o paciente quanto a efeitos adversos, especialmente intervalo QTc prolongado (AIII).
 Não existem dados clínicos suficientes para recomendar a favor ou contra o uso do remédio antiviral em investigação remdesivir para o tratamento de COVID-19 (AIII).
Atualmente, o remdesivir como tratamento para COVID-19 está sendo investigado em ensaios clínicos e também está disponível por meio de acesso expandido e mecanismos de uso compassivo para determinadas populações de pacientes.
Exceto no contexto de um ensaio clínico, o Painel de Diretrizes de Tratamento COVID-19 (o Painel) recomenda contra o uso dos seguintes medicamentos para o tratamento de COVID-19:
 A combinação de hidroxicloroquina mais azitromicina (AIII) devido ao potencial de toxicidade.
 Lopinavir / ritonavir (AI) ou outros inibidores da protease do HIV (AIII) devido à farmacodinâmica desfavorável e a dados negativos de ensaios clínicos.
Modificadores de host / terapia imunológica:
 Não existem dados clínicos suficientes para recomendar a favor ou contra o uso de plasma convalescente ou imunoglobulina hiperimune no tratamento de COVID-19 (AIII).
 Não existem dados clínicos suficientes para recomendar a favor ou contra o uso dos seguintes agentes para o tratamento de COVID-19 (AIII):
 Inibidores da interleucina-6 (por exemplo, sarilumabe, siltuximabe, tocilizumabe)
 Inibidores da interleucina-1 (por exemplo, anacinra)
 Exceto no contexto de um ensaio clínico, o Painel recomenda contra o uso de outros imunomoduladores, como:
 Interferons (AIII), devido à falta de eficácia no tratamento da síndrome respiratória aguda grave (SARS) e da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e toxicidade.
 Inibidores da Janus quinase (por exemplo, baricitinibe) (AIII), devido ao seu amplo efeito imunossupressor.
“Compartilhar é se importar”
EndoNews: Lifelong Learning

Nota Técnica Nº 13/2020-COSMU/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS

Publicado originalmente no Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e Adolescente Fernandes Figueira – IFF; Ministério da Saúde, FIOCRUZ Fundação Oswaldo Cruz; SUS.

Acesse a Nota Técnica Nº 13/2020-COSMU/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS (PDF)

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Coordenação-Geral de Ciclos da Vida. Coordenação de Saúde das Mulheres. Nota Técnica Nº 13/2020-COSMU/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS. Recomendação Acerca da Atenção Puerperal, Alta Segura e Contracepção Durante a Pandemia da COVID-19.

A nota apresentada foi elaborada de acordo com as evidências produzidas até a presente data. Considerando a dinâmica e o comportamento do vírus nas gestantes e puérperas, bem como a publicação de novos achados cienơficos, a mesma poderá ser alterada a qualquer momento.

Como já relatado na NOTA TÉCNICA Nº 12/2020-COSMU/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS, mudanças fisiológicas no organismo da gestante e que perduram ao longo do puerpério, podem levar a uma predisposição por infecções graves, inclusive respiratórias, visto que estas mudanças não se resolvem imediatamente após o parto.

ONU lança documento com recomendações para proteger idosos durante pandemia

Do site Nações Unidas Brasil

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, publicou nesta sexta-feira (1) um relatório com análises e recomendações sobre os desafios enfrentados pelas pessoas idosas.

A taxa de mortalidade deste grupo é mais alta no geral e, para aqueles com mais de 80 anos, é cinco vezes a média global.

Além do impacto imediato na saúde, António Guterres alertou, em uma mensagem em vídeo, que “a pandemia está colocando as pessoas mais velhas em maior risco de pobreza, discriminação e isolamento”, com um impacto potencialmente arrasador sobre as pessoas idosas nos países em desenvolvimento; acesse aqui o vídeo e o relatório.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, publicou nesta sexta-feira (1) um relatório sobre o impacto que a pandemia de COVID-19 está tendo em pessoas idosas.

Na pesquisa, o chefe da ONU informa que a taxa de mortalidade para os idosos é mais alta no geral e, para aqueles com mais de 80 anos, é cinco vezes a média global.

Além do impacto imediato na saúde, António Guterres alertou que “a pandemia está colocando as pessoas mais velhas em maior risco de pobreza, discriminação e isolamento”, com um impacto potencialmente arrasador sobre as pessoas idosas nos países em desenvolvimento.

Acesse o documento clicando aqui.

O secretário-geral afirmou que, como pessoa idosa e como responsável por uma pessoa ainda mais idosa – sua mãe –, ele está “profundamente preocupado com a pandemia em nível pessoal e com seus efeitos em comunidades e sociedades”.

relatório inclui um resumo de políticas com análises e recomendações para enfrentar esses desafios. São quatro as mensagens principais.

Recomendações

Primeiro, nenhuma pessoa, jovem ou velha, é dispensável. Os idosos têm os mesmos direitos à vida e à saúde que todos os outros.

Para Guterres, “as decisões difíceis em torno dos cuidados médicos que salvam vidas devem respeitar os direitos humanos e a dignidade de todos”.

Segundo, embora o distanciamento físico seja crucial, não se pode esquecer que o mundo é uma comunidade e que todos estão ligados.

Guterres disse que são precisos mais apoio social e esforços mais inteligentes para chegar às pessoas mais velhas usando tecnologia digital. Segundo ele, “isso é vital para que possam enfrentar o grande sofrimento e isolamento criado por bloqueios e outras restrições”.

Em terceiro lugar, todas as respostas sociais, econômicas e humanitárias devem levar em consideração as necessidades dos idosos, desde a cobertura universal de saúde à proteção social, trabalho decente e pensões.

O chefe da ONU lembrou que a maioria destas pessoas são mulheres, que têm maior probabilidade de viver na pobreza e sem acesso a cuidados de saúde.

Por fim, em quarto lugar, o secretário-geral disse que o mundo não deve “tratar as pessoas mais velhas como invisíveis ou impotentes”.

Muitos idosos continuam trabalhando, têm vidas familiares ativas e cuidam de familiares. Para Guterres, “suas vozes e liderança contam”.

O chefe da ONU afirmou que, para superar essa pandemia, o mundo precisa “de uma onda de solidariedade global e das contribuições de todos os membros da sociedade, incluindo os idosos”.

Guterres disse olhar para o futuro, dizendo que durante a recuperação será preciso “ambição e visão para construir sociedades mais inclusivas, sustentáveis e amigas dos idosos”.

ANVISA publica recomendações sobre produtos saneantes na desinfecção de superfícies

Clique aqui para acessar a nota técnica em seu inteiro teor.

Conteúdo originalmente publicano no site do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª região – Minas Gerais

Quais são os produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de superfícies? Em virtude da pandemia de COVID-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma Nota Técnica 26/2020 com recomendações sobre a utilização de produtos saneantes para antissepsia em lugares físicos.

Além da lavagem frequente das mãos com água e sabonete, a utilização de produtos sanitizantes para as mãos e a desinfecção de superfícies com os mesmos é essencial para evitar a disseminação do novo coronavírus (SARS- Cov-2), causador da Covid-19.

 

Álcool 70%

O álcool 70% recomendado pelo Anvisa diz respeito tanto ao álcool etílico 70% quanto ao álcool isopropílico 70%, podendo ser encontrado na forma de gel ou líquido. Tal produto deve ser utilizado para a desinfecção de objetos ou produtos potencialmente contaminados pelo vírus (pisos, paredes, camas, entre outras estruturas físicas).

É importante ressaltar que alguns desinfetantes registrados como saneantes não são recomendados para uso nas mãos, pois podem não ser seguros para utilização na pele por causa da sua composição. Os produtos usados para a higienização das mãos possuem componentes hidratantes que evitam o ressecamento da pele e a produção de feridas, as quais podem aumentar a entrada do vírus no organismo.

Outras possibilidades

Além do álcool 70%, existem outras alternativas para a desinfecção de objetos e superfícies? A resposta é sim. Pesquisas recentes apontam que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabão ou uma solução líquida de alvejante podem ser utilizadas para limpeza, segundo o documento publicado pela Anvisa.

Uma das recomendações publicadas refere-se ao tempo de aplicação dos desinfetantes nas superfícies, sendo necessários de 5 a 10 minutos de contato para inativar os microrganismos.

IMPORTANTE: é fundamental orientar funcionários e colaboradores de que a limpeza imediata da superfície após a aplicação do desinfetante, não permitirá tempo suficiente para a destruição dos vírus.

Abaixo, confira a relação de produtos alternativos ao álcool 70% que podem ser utilizados para a desinfecção de objetos e superfícies:

  • Hipoclorito de sódio a 0.5%
  • Alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3.9%
  • Iodopovidona (1%)
  • Peróxido de hidrogênio 0.5%
  • Ácido peracéco 0,5%
  • Quaternários de amônio, por exemplo, o Cloreto de Benzalcônio 0.05%
  • Compostos fenólicos
  • Desinfetantes de uso geral com ação virucida
  • Água sanitária: diluir 1 copo (250 ml) de água sanitária / 1L água.
  • Alvejante comum: 1 copo (200 ml) de alvejante / 1L água.

Obs: A água sanitária e alvejantes comuns podem ser ulizados diluídos para desinfetar pisos e outras supercies (tempo de contato de 10 minutos). Lembre-se de que estes produtos podem deixar manchas em alguns materiais. Recomenda-se a seguinte diluição, a qual deve ser usada imediatamente, pois a solução é desavada pela luz:

O documento elaborado pela Anvisa foi baseado em fontes de organismos internacionais de saúde, agências reguladoras externas e artigos científicos recentes.

DPMG recomenda preservação de direitos das gestantes durante a pandemia

A Defensoria de Minas (DPMG) enviou recomendação à Secretaria Municipal de Saúde de #BH para que os direitos conferidos por lei às gestantes, durante e após o parto, sejam respeitados nas unidades de saúde durante a pandemia de #coronavírus . No documento constam ainda observações para proteção das mulheres de possível contágio.
Pontos recomendados: assegurar o direito a acompanhante a todas as mulheres durante o período integral de internação; o direito à participação da doula durante o trabalho de parto; suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica; priorizar o encaminhamento de gestantes de risco habitual para estabelecimentos médicos que sejam exclusivamente maternidades; e a continuidade do acompanhamento pré-natal e do cuidado após a alta hospitalar.
Sugere, ainda, a formação de um comitê municipal, com a participação da #DefensoriaPública para implementação e monitoramento das recomendações.
A iniciativa, de caráter extrajudicial, é uma atuação conjunta das Defensorias Especializadas – Defesa do Direito da Mulher em Situação de Violência (Nudem-BH), Infância e Juventude – Cível, Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais e de Saúde, além das defensoras públicas responsáveis pela gestão do projeto #GestaçãoLegal , da #DPMG . Participaram ainda da construção do documento a defensora pública Ana Flávia Oliveira Freitas, da área Cível, profissionais de saúde e ativistas dos direitos das mulheres.
Ofício à rede particular
Sobre a suspensão das cirurgias cesarianas sem indicação clínica, um dos pontos da recomendação da DPMG, a defensora Maria Cecília Pinto e Oliveira, em atuação no Nudem – BH, explica que “apesar das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) em sentido contrário, cerca de 84% dos nascimentos na rede particular acontece pela via cirúrgica”. Partos em cesarianas normalmente ocupam leitos, equipamentos e mais profissionais da saúde, o que pode sobrecarregar o atendimento.
Datada de 28 de abril, a Recomendação Conjunta à Secretaria Municipal da Saúde de BH propõe o prazo de dez dias para agendamento de uma reunião virtual para debate das questões.
Recomendação Conjunta

Critérios para sair da quarentena segundo OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou as condições que os governos precisam seguir se pretendem começar uma transição à normalidade. Para a agência, quarentenas não podem ser encerradas de um dia para o outro. O texto na íntegra está disponível aqui
Para garantir a transição segura, a OMS defende que seis critérios sejam respeitados para que uma quarentena seja suspensa:
1. Transmissão controlada.
2. Sistema de saúde capaz de testar, isolar e tratar todos os casos.
3. Garantia de que foram minimizados os riscos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos e outros grupos vulneráveis.
4. Disponibilidade de medidas preventivas n os locais que as pessoas precisam frequentar.
5. Controlar a possibilidade de importação de casos.
6. Forte engajamento da comunidade em relação às medidas de Prevenção, especialmente no trabalho e nas escolas.
Portanto, você, como CIDADÃO, e principalmente se for PROFISSIONAL DE SAÚDE ou GESTOR, deve colaborar para que seu município somente afrouxe a Quarentena se GARANTIR QUE ATENDE PLENAMENTE os 6 REQUISITOS da OMS, com as seguintes características:
1. Que a TRANSMISSÃO esteja CONTROLADA, com diminuição consistente de casos novos e mortes.
2. Que tenha CAPACIDADE DE TESTAR todos os casos suspeitos, com resultados no prazo de 24 horas após a identificação e amostragem, bem como ter CAPACIDADE SUFICIENTE PARA ISOLAR E TRATAR OS PACIENTES. Para isso, o Sistema de Saúde deve ter capacidade de atendimento (leitos gerais e UTI), com equipamentos e pessoal capacitado para o atendimento em número suficiente.
3. Demonstrar que foram adotadas as medidas de controle nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) para a diminuição de risco para a população idosa e outras populações vulneráveis.
4. Garantir a disponibilidade de medidas preventivas, como água, sabão e papel toalha e/ou álcool gel nas vias públicas e locais de comércio, além da disponibilidade de MÁSCARAS PARA toda a POPULAÇÃO que circularia nas ruas.
5. CONTROLAR a ENTRADA DE CASOS IMPORTADOS.
6. Desenvolver um amplo Programa de Orientação que garanta que a COMUNIDADE ESTEJA PREPARADA E COMPROMETIDA com a ADOÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS.
Em relação aos serviços de DELIVERY, é URGENTE A ORIENTAÇÃO QUALIFICADA DOS TRABALHADORES E REALIZAR FISCALIZAÇÃO RIGOROSA DO CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO DOS TRABALHADORES E DA POPULAÇÃO.
A única postura possível é a baseada na CIÊNCIA e na OMS.
Lamentavelmente, os efeitos econômicos estão acontecendo em todo o mundo, com ou sem medidas de isolamento social.
A diferença é que o AFROUXAMENTO SEM O ATENDIMENTO AOS REQUISITOS PROPOSTOS PELA OMS PROVOCARÁ MORTES EVITÁVEIS, ALÉM DO PROBLEMA ECONÔMICO.

ESTUDO MOSTRA NOVOS MATERIAIS PARA CONFECÇÃO DE MÁSCARAS CASEIRAS

Leia a matéria original Em tempos de pandemia, equipamentos de produção individual (EPIs) têm sido muito utilizados e procurados em território nacional. Na sexta-feira (03/04), o Governo brasileiro afirmou que vai comprar 240 milhões de máscaras da China em caráter emergencial. Nos próximos dias, essa demanda deve aumentar, pois, apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) já ter recomendado o uso do utensílio apenas para pessoas com sintomas e profissionais de saúde, outras autoridades em saúde, como o Ministério da Saúde (MS), passaram a indicar o produto (na versão caseira) para a população em geral. Em entrevista coletiva na quarta-feira (01/04), o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, recomendou que a população, em geral, utilize máscaras caseiras ao sair de casa. Nesse sentido, o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Elie Fiss, explicou que as orientações podem mudar de acordo com o avanço da pandemia. “Quando tínhamos poucos infectados, não fazia sentido todo mundo andar de máscara. Mas, agora, o número de casos cresceu e sabemos que boa parte deles é assintomático”, explicou o médico, em entrevista ao site Bem Estar. Contudo, com as novas diretrizes é importante que, inclusive, estabelecimentos que comercializam esses produtos, como farmácias, por exemplo, estejam cientes dos benefícios do produto que estão oferecendo à população. Melhor material caseiro Nesse sentido, uma pergunta que fica no ar é: qual o melhor material para fazer uma máscara caseira contra o novo coronavírus? Antes de tudo, é preciso explicar que especialistas são unânimes em afirmar que cobrir o rosto com tecidos diferentes pode reduzir, significantemente, as partículas com vírus que estão saindo por meio de tosses e espirros de uma pessoa infectada, entretanto, impedir a entrada de doenças já exige uma análise mais profunda. De acordo com uma matéria publicada no New York Times, entre um tecido e outro há diferenças quando a questão é proteção contra o vírus causador da Covid-19. Segundo o veículo, testes realizados nos Estados Unidos mostraram que filtros de ar, sacos de aspirador de pó, fronhas com mais de 600 fios e tecidos semelhantes aos pijamas de flanela cumprem bem a tarefa de proteger quem não está infectado pelo vírus. No entanto, a recomendação é que alguns filtros sejam envelopados em outros tecidos, já que podem soltar fragmentos de pequenas fibras que ao serem inaladas podem ser nocivas à saúde humana. Outros tipos de filtros que apresentaram bons resultados foram os de café, que tiveram uma performance mediana em relação à proteção contra o novo coronavírus. Já materiais de lenços e bandanas tiveram baixo desempenho, entretanto, conseguiram capturar uma pequena quantidade de partículas
No estudo, os pesquisadores ainda descobriram que muitos dos tecidos analisados para a produção das máscaras caseiras podem apresentar maior eficácia na proteção quando dobrados diversas vezes. A fronha de 600 fios, por exemplo, capturou 22% das partículas quando dobrada duas vezes. No entanto, quando o número de dobras aumentou para quatro, a barreira de absorção subiu para 60%. Já um lenço de lã grosso filtrou apenas 21% das partículas quando dobrado duas vezes, entretanto, em quatro camadas, a captura aumentou para 48%. Por sua vez, a bandana de algodão teve o pior desempenho neste teste, capturando apenas 18,2%, quando feitas duas dobras, e 19,5%, quando realizadas o dobro. Outros testes No caso de tecidos que não foram citados na relação divulgada pelo jornal americano, ainda existe um teste caseiro que pode ser feito para identificar um material que pode ser utilizado na confecção de máscaras caseiras. Ao veículo, o médico, Scott Segal, que estudou variações de máscaras, recomendou: "Segure-o contra uma luz forte. Se a luz passar com muita facilidade pelas fibras do tecido, ou se você puder ver as fibras contra a luz, o material não é uma boa escolha. Se o tecido tiver um tear mais denso ou for de um material mais grosso, que não permite que a luz passe por ele, este é o material que você quer usar", explicou. Cautela Contudo, os pesquisadores reforçaram ao veículo que é importante lembrar que essas análises foram conduzidas em perfeitas condições, ou seja, sem vazamentos de fendas nas máscaras. No entanto, o estudo mostrou diferentes formas de comparar a eficácia de alguns materiais para o uso caseiro. Segundo os cientistas, que participaram da iniciativa, as máscaras para uso caseiro cumprem bem o papel de auxiliar na proteção dos usuários em meio à quarentena, pois, diferentemente dos profissionais de saúde, em tese, essa parte da população está em isolamento social. Vale ressaltar que as máscaras caseiras são diferentes das utilizadas por profissionais que atuam na linha de frente no combate à pandemia, como farmacêuticos, médicos e enfermeiros, por exemplo. Para esses trabalhadores, o produto ideal é a máscara médica chamada de respirador N95, que filtra, pelo menos, 95% das partículas de até 0,3 mícrons.  

Cofen lança cartilha sobre colocação e retirada de EPIs

Leia a Matéria no site original O Conselho Federal de Enfermagem lançou hoje (27/3) cartilha com orientação sobre a colocação e retirada dos equipamentos de proteção individuais (EPIs). A cartilha é um desdobramento das diretrizes para organização dos serviços de Enfermagem, publicada pelo Cofen, frente à pandemia do coronavírus (COVID-19). “Tão importante quanto a disponibilidade dos EPIs é o uso correto de cada equipamento. Esta cartilha se soma aos esforços de capacitação e orientação das equipes de Enfermagem para uma maior segurança dos serviços e dos profissionais”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. Com orientações sobre manuseio e uso do avental ou capote, máscara cirúrgica, máscara de proteção respiratória, óculos de proteção ou protetor facial, gorro ou toca, e luvas, o documento elaborado pelo Comitê Gestor da Crise com base em normativas técnicas busca direcionar o uso correto dos equipamentos e esclarecer dúvidas. Diante dos relatos generalizados de falta de EPIs em unidades de Saúde, o Cofen lançou edital para a compra de máscaras N95, que serão encaminhadas aos Conselhos Regionais, com orientações sobre distribuição. A iniciativa se soma aos esforços para reduzir a exposição a riscos, tendo em vista que qualquer dia de atraso no abastecimento pode ocasionar danos à saúde dos profissionais de Enfermagem.

Fonte: Ascom - Cofen

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COVID-19, GRAVIDEZ, PARTO E ALEITAMENTO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

Tradução da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE COVID-19, GRAVIDEZ, PARTO E ALEITAMENTO ~ ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE

Para facilitar o acesso a informação atualizada e da maior qualidade, no âmbito da atual pandemia de COVID-19 e seus impactos na gravidez, parto e puerpério e respetivo acompanhamento, traduzimos as Perguntas e Respostas sobre estes temas, disponibilizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Acreditamos que possam servir de guia de orientação para escolhas mais informadas, conscientes e serenas. Atualizaremos este documento à medida que sejam emitidas pela OMS novas e/ou diferentes informações. Perguntas e respostas sobre COVID-19, gravidez, parto e aleitamento Organização Mundial de Saúde As mulheres grávidas estão em maior risco de COVID-19? Atualmente, estão a decorrer pesquisas para entender o impacto da infeção por COVID-19 em mulheres grávidas. Os dados são limitados, mas não há ainda evidência de que estas estejam em maior risco de doença grave do que a restante população em geral. No entanto, devido às alterações no seu corpo e sistema imunitário, sabemos que as mulheres grávidas podem ser seriamente afetadas por certas infeções respiratórias. É, por isso, importante que tomem precauções para se protegerem contra a COVID-19 e relatem quaisquer possíveis sintomas (incluindo febre, tosse ou dificuldade em respirar) ao seu profissional de saúde. A OMS continuará a rever e a atualizar as suas informações e conselhos à medida que mais evidências forem ficando disponíveis. Estou grávida. Como me posso proteger da COVID-19? As mulheres grávidas devem tomar as mesmas precauções para evitar a infeção por COVID-19 que as outras pessoas. Pode proteger-se: Lavando as mãos com frequência com uma solução à base de álcool ou água e sabão. Mantendo distância entre si e os outros. Evitando tocar nos olhos, nariz e boca. Praticando higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável dobrado quando tossir ou espirrar. De seguida, descarte imediatamente o lenço usado. Se tiver febre, tosse ou dificuldade respiratória, procure atendimento médico de imediato. Ligue antes de ir a uma unidade de saúde e siga as instruções das suas autoridades de saúde locais. As grávidas e recém-nascidos – incluindo aqueles infetados com COVID-19 – devem comparecer às consultas de rotina. As mulheres grávidas devem ser testadas para COVID-19? Os protocolos de teste e a elegibilidade variam consoante cada localidade. No entanto, as recomendações da OMS são que mulheres grávidas com sintomas de COVID-19 tenham prioridade para realização de testes. Se tiverem COVID-19, podem necessitar de cuidados especializados. A COVID-19 pode ser transmitida de uma mulher para seu bebé ainda não nascido ou recém-nascido? Ainda não sabemos se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus ao feto ou ao bebé durante a gravidez ou o parto. Até ao momento, o vírus não foi encontrado em amostras de líquido amniótico ou leite materno. Que cuidados devem estar disponíveis durante a gravidez e o parto? Todas as mulheres grávidas, incluindo aquelas com infeção confirmada ou suspeita por COVID-19, têm direito a cuidados de alta qualidade antes, durante e após o parto. Isso inclui cuidados de saúde pré-natal, ao recém-nascido, pós-natal e de saúde mental. Uma experiência de parto segura e positiva inclui: Ser tratada com respeito e dignidade; Ter um acompanhante da sua escolha presente durante o parto; Comunicação clara por parte da equipa de cuidados de saúde materna; Estratégias apropriadas de alívio da dor; Mobilidade no trabalho de parto sempre que possível, e escolha da posição para a expulsão. Se houver suspeita ou confirmação de COVID-19, os profissionais de saúde devem tomar as devidas precauções para reduzir os riscos de infeção para si e para outras pessoas, incluindo o uso adequado de roupas de proteção. As mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de COVID-19 têm de dar à luz por cesariana? Não. O conselho da OMS é que as cesarianas só devem ser realizadas quando clinicamente justificadas. O modo de nascimento deve ser individualizado e com base nas preferências da mulher, juntamente com as indicações obstétricas. As mulheres com COVID-19 podem amamentar? Sim. Mulheres com COVID-19 podem amamentar, se assim o desejarem. Devem, então: Praticar a higiene respiratória durante a amamentação, usando uma máscara, quando disponível; Lavar as mãos antes e depois de tocarem no bebé; Limpar e desinfetar frequentemente as superfícies em que tocaram. Posso tocar e segurar o meu bebé recém-nascido, se eu tiver COVID-19? Sim. O contacto próximo e a amamentação precoce e exclusiva ajudam o bebé a desenvolver-se. As mulheres devem ser apoiadas: Na amamentação segura, com boa higiene respiratória; A fazer pele-a-pele com o recém-nascido; A ter alojamento conjunto com o bebé; A lavar as mãos antes e depois de tocar no bebé e a manter todas as superfícies limpas. Eu tenho COVID-19 e estou demasiado doente para amamentar o meu bebé diretamente. O que posso fazer? Se estiver demasiado doente para amamentar o seu bebé devido a COVID-19 ou outras complicações, deve ser apoiada para fornecer leite materno ao seu bebé, de uma forma possível, disponível e aceitável para si. Isso pode incluir: Tirar o seu leite; Relactação; Leite humano doado.
o Ministério da Saúde está produzindo diretrizes para o enfrentamento da epidemia a toque de caixa. Ontem soube que em breve sairá até de atenção à saúde da criança.
Por enquanto, encontrei no link, das de nosso interesse:
1- orientações quanto a acompanhantes
2- Manejo clínico de gestantes na assistência especializada (gestantes de alto risco)
3) Reitero, na falta de outras, as recomendações da OMS na atenção ao parto:

COVID 19 E GRAVIDEZ – ATUALIZAÇÃO

COVID 19 E GRAVIDEZ – ATUALIZAÇÃO
Informações compiladas de:
Royal College of Obstetricians & Gynaecologists, March 22, 2020
OMS
PubMed
Marcos Leite dos Santos
27/03/2020
Os coronavírus pertencem a uma grande família de vírus que pode causar doenças em animais ou humanos. Em humanos, sabe-se que vários coronavírus causam infecções respiratórias, que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença denominada COVID-19.
A maioria das pessoas infectadas com o vírus causador da COVID-19 ou ficará sem sintomas ou irá desenvolver uma doença respiratória leve a moderada e se recuperará sem a necessidade de tratamento especial.
Os sintomas mais comuns da COVID-19 são: febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores no corpo, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia, assim como falta de paladar e olfato. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas que contrai a COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade em respirar. As pessoas idosas e as que têm problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico.
"Período de incubação" significa o tempo entre contágio com o vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas do período de incubação do novo Corona vírus varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de cinco dias. Essas estimativas serão atualizadas à medida que mais dados estiverem disponíveis.
As orientações a seguir foram publicadas como um recurso para profissionais de saúde do Reino Unido, com base em uma combinação de evidências científicas disponíveis, boas práticas e aconselhamento por especialistas. As prioridades são a redução da transmissão da COVID-19 a mulheres grávidas e prestação de cuidados seguros a mulheres com suspeita ou confirmação da COVID-19.
Essa orientação será mantida sob revisão regular à medida que novas evidências surgirem.
Gostaríamos de reiterar que a evidência que temos até agora é que as mulheres grávidas não são mais propensas a contrair a infecção do que a população em geral.
O que sabemos é que a gravidez, em pequena proporção das mulheres, pode alterar a maneira como seu corpo lida com infecções virais graves. Isso é algo que parteiras e os obstetras sabem há muitos anos e estão acostumados a lidar.
Partindo do pressuposto que cada indivíduo é único, sabe-se que cada um apresenta uma resposta individual à infecção viral, assim como a resposta será diferente para cada tipo de vírus. Como sabemos pouco sobre a COVID-19, estamos utilizando a influenza (doença infecciosa aguda de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas - O nome da doença, bastante antigo, deriva da suposta influência planetária sobre a saúde), que já é bem conhecida, como um parâmetro de comparação: dados da Austrália identificaram que existe um aumento do risco do agravamento da influenza no final da gravidez, em comparação com as grávidas acometidas no 1º trimestre. Em outros tipos de infecção por coronavírus (SARS, MERS), os riscos para a mãe parecem aumentar especialmente no último trimestre da gravidez. Em pelo menos um estudo com a COVID-19 houve um risco aumentado de parto prematuro, quando a interrupção foi indicada por razões médicas maternas após 28 semanas de gestação [ ].
Efeito sobre o feto
Atualmente não existem dados sugestivos de risco aumentado de aborto ou perda precoce da gravidez em relação à COVID-19. Estudos de casos sobre gravidez precoce com SARS e MERS não demonstram uma relação convincente entre infecção e aumento do risco de aborto ou perda no segundo trimestre [ ].
Como não há evidência de infecção fetal intrauterina com a COVID-19, é atualmente considerado improvável que haja efeitos congênitos do vírus no desenvolvimento fetal. Não há evidências atualmente que o vírus seja teratogênico, ou seja, que tenha a capacidade de gerar malformações no feto.
Anteontem foi publicado um relato de caso: em relação à transmissão vertical (transmissão da mãe para o bebê antes do nascimento ou intraparto), evidências recentemente publicadas sugerem a possibilidade da transmissão vertical, embora a proporção de gestações afetadas e o significado para o neonato ainda não tenha sido determinado. Conforme visto anteriormente, os relatos de casos na China sugeriram que não havia evidências de contaminação do líquido amniótico, sangue do cordão umbilical, esfregaços de orofaringe dos recém nascidos, esfregaços placentários, amostras de fluidos genitais e leite materno de mães infectadas com COVID-19
O novo relatório publicado na quinta-feira, 26 de março de 2020 , descreve um único par mãe-bebê no qual o bebê, nascido de uma mãe com COVID-19 apresentava SARS-COV-2 IgM no soro ao nascer. Desde que a IgM não atravessa a barreira placentária, é provável que represente uma resposta imune neonatal à infecção no útero.
IMPORTANTE: As evidências acima são todas baseadas em uma ÚNICA descrição de caso. A situação pode mudar e continuaremos a monitorar resultados. O Reino Unido acaba de iniciar um monitoramento centralizado e em tempo real das mães afetadas e seus bebês através do UKOSS - Obstetric Surveillance System
Há relatos de casos de parto prematuro em mulheres com COVID-19, mas não está claro se todos esses partos foram prematuros por indicação médica ou se alguns eram espontâneos. Os partos induzidos por razões médicas maternas foram predominantemente relacionados à infecção viral; em pelo menos um caso houve evidências de comprometimento fetal e ruptura prematura das membranas anteparto [ ].
Reforçando a orientação da OMS sobre a importância do isolamento social, os novos dados liberados no dia 25 de março pelo CDC sugerem que adultos de todas as idades podem evoluir para a forma grave da COVID-19. Os dados mostram que 20% das mortes registradas nos EUA eram de pessoas com idades entre 20 e 65 anos e 20% das pessoas hospitalizadas nos Estados Unidos tinham entre 20 e 44 anos, conforme relatado pelo Medscape.
Nossas orientações gerais são:
 1 - Se você está infectada com o novo Corona vírus, é mais provável que não tenha sintomas ou, na maioria das vezes, uma doença leve; assim sendo, você terá uma recuperação completa.
2 - Se você desenvolver sintomas mais graves ou se sua recuperação for lenta, isso pode ser um sinal de que você está desenvolvendo uma infecção pulmonar mais grave e que necessite de tratamento médico especializado, e nosso conselho permanece:
3- Se você sentir que seus sintomas estão piorando ou se não estiver melhorando, entre em contato com o seu médico para discutir a melhor conduta.
Dado ao conhecimento limitado atualmente disponível sobre como a COVID-19 poderia afetar a gravidez, considera-se prudente que as mulheres grávidas aumentassem seu distanciamento social para reduzir o risco de infecção.
Você deve prestar especial atenção e evitar o contato com pessoas conhecidas por apresentarem a COVID-19 ou aqueles que apresentam sintomas compatíveis com a doença.
Mulheres acima de 28 semanas de gestação devem estar particularmente atentas ao distanciamento social e à minimização do contato com outros indivíduos.
Conselhos sobre suas consultas ou visitas urgentes a clínicas e hospitais
Se você está bem no momento e não teve complicações nas gestações anteriores, os seguintes conselhos podem ser úteis:
Se você tiver uma consulta de rotina ou visita ao hospital agendada nos próximos dias, entre em contato com o consultório ou a maternidade para obter mais informações. No momento os hospitais estão fechados às visitas.
Se você estiver entre as consultas, entre em contato com o consultório do seu médico. Assim você será informada sobre o que fazer.
Qualquer que seja sua situação pessoal, considere o seguinte:
Se você tiver alguma dúvida, poderá entrar em contato com seu obstetra como de costume, mas observe que ele pode levar mais tempo do que o normal para responder.
Se você tiver um problema urgente relacionado à sua gravidez, mas não relacionado ao coronavírus, entre em contato usando o mesmo telefone de emergência que você já possui. Por favor, não entre em contato com este número, a menos que você tenha um problema urgente.
Se você tiver sintomas de coronavírus, entre em contato imediato.
Você será solicitada a manter o número mínimo de pessoas com você durante a consulta. Preferencialmente ir sozinha, reduzindo o número de pessoas expostas no consultório.
Pode ser que seja necessário reduzir o número de consultas pré-natais que você realiza. Isso será comunicado. Não reduza seu número de visitas sem a orientação do seu obstetra.
Neste momento, é particularmente importante que você ajude seu obstetra a cuidar de você. Se você teve um cancelamento ou remarcação da consulta e não tiver certeza da sua próxima consulta ligue para o consultório e confira com a secretária o novo agendamento.
Para mulheres que tiverem sintomas da doença, as consultas podem ser adiadas até completar o período de contágio de 7 dias após o início desses sintomas e, pelo menos, dois dias sem febre.
Para mulheres que se auto isolam porque alguém em sua casa tem possíveis sintomas da COVID-19, as consultas devem ser adiadas por 14 dias.
O que se pode fazer para reduzir o risco de pegar coronavírus:
A coisa mais importante a fazer é seguir as orientações baseadas em evidências científicas. Para mulheres grávidas, isso inclui:
• Lavagem regular das mãos;
O conselho mais importante que os especialistas em saúde podem dar para nos ajudar a ficar a salvo da COVID-19 é este: LAVE AS MÃOS.
Lavar as mãos com água e sabão é uma arma muito mais poderosa contra germes do que muitos de nós imaginamos. A primeira coisa que acontece é que você está removendo fisicamente as coisas das suas mãos. Ao mesmo tempo, para certos agentes infecciosos, o sabão vai realmente destruí-lo.
Os coronavírus (como a versão deste ano que já deixou mais de 414.000 casos confirmados de COVID-19 em todo o mundo) estão envoltos em um envelope lipídico - basicamente, uma camada de gordura. O sabão pode quebrar essa gordura e tornar o vírus incapaz de infectá-lo.
A segunda coisa que o sabão faz é mecânica. Torna a pele escorregadia para que, com bastante fricção, possamos retirar os germes e enxaguá-los.
• Cortar bem as unhas para facilitar a higienização das pontas dos dedos;
• Se for obrigada a sair de casa cubra os cabelos com um lenço, assim você protege a contaminação dos fios e posterior contaminação das mãos;
• Use um lenço de papel quando você ou alguém da sua família tossir ou espirrar, descarte-o e lave as mãos;
• Evite o contato com alguém que esteja apresentando sintomas de coronavírus. Esses sintomas incluem alta temperatura e / ou tosse seca e contínua;
• Evite o uso não essencial de transporte público, quando possível;
• Trabalhe em casa, sempre que possível;
• Evite grandes e pequenas reuniões em espaços públicos, observando que bares, restaurantes, centros de lazer e locais similares estão atualmente fechados, pois as infecções se espalham facilmente em espaços fechados, onde as pessoas se reúnem;
• Evite ir a igrejas, sinagogas ou templos. O poder da oração é o mesmo nesses lugares ou em casa. Se você realmente se preocupa com o próximo faça sua parte FIQUE EM CASA;
• Evite reuniões com amigos e familiares. Mantenha contato usando a tecnologia remota, como telefone, internet e mídias sociais;
• Use serviços telefônicos ou online para entrar em contato com o seu médico ou outros serviços essenciais.

Curso Livre Uso Correto das EPIs Equipamentos de Proteção Individual) pela Equipe Assistencial

Acesse o Curso Gratuito Neste curso online gratuito Uso correto das EPI"s pela equipe assistencial vamos abordar formas de identificação dos tipos de precaução, uso de EPI´s específicas para cada forma de precaução,maneiras de descarte e utilização das EPI´s para cada tipo de situação, além das orientações de higiene para o profissional da saúde nos tipos de precaução abordados.

Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) lança recomendações de segurança contra Coronavírus

Leia a matéria original onselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou, na última sexta-feira (20), documento com recomendações de segurança importantes para os mais de 2,2 milhões de profissionais de Enfermagem que estão na linha de frente do combate ao coronavírus (COVID-19). O guia atende também a uma demanda da própria categoria, que visa a segurança dos profissionais que, em geral, são os primeiros a entrar em contato com o risco de contaminação. De acordo com as orientações, as unidades devem aplicar algumas mudanças no atendimento de pessoas com suspeitas da doença. Dentre as medidas, a escala de profissionais de saúde é uma das prioridades. Para recepcionar os pacientes, o documento sugere que sejam formadas equipes multiprofissionais específicas para acolher pessoas com suspeitas de contágio. Deve-se evitar profissionais com 60 anos, ou mais, e portadores de fatores de risco. Outro ponto importante do documento é o detalhamento completo para o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), separado para cada situação vivida em hospitais, ambulatórios e na comunidade. Dentre eles, a máscara, o capote, as luvas e as proteções oculares são essenciais. O coordenador da Comitê de Gestão de Crise sobre Coronavírus do Sistema Cofen/Conselhos Regionais, Walkirio Almeida, ressaltou que todos os pontos da cartilha são relevantes, porém enfatiza a tabela de orientação de uso de EPIs em diversos ambientes. “O item 3 e o 4 da cartilha são pontos que devem ganhar uma atenção maior, já que orientam os profissionais de grupo de risco, idosos, grávidas e lactantes sobre como atuar nas unidades de saúde”, pontuou. “Proteger a Enfermagem é proteger a saúde do Brasil” Com o objetivo de resguardar profissionais e pacientes, diante dessa situação de pandemia, o Cofen lança a campanha nacional Proteger a Enfermagem é proteger a saúde do Brasil. Os 2.263.132 de profissionais da categoria estão sendo convocados para contribuir com a disseminação das medidas educativas de prevenção e contenção da COVID-19, bem como para adaptar as medidas de segurança para preservar sua própria saúde. A pluralidade da formação do profissional de Enfermagem e sua posição de liderança na equipe, coloca a categoria como protagonista no combate à transmissão da doença. “O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem está junto com os profissionais de todo o Brasil para vencermos essa pandemia. A população brasileira precisa do nosso trabalho”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. Participação da população “Pela segurança de todos, inclusive dos profissionais de Saúde que estão na linha de frente para conter a pandemia, pedimos que a população respeite o isolamento”, afirmou o conselheiro federal Gilney Guerra. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior número de casos per capita. A sociedade também faz parte da campanha, ao ser convidado para uma reflexão sobre a importância da Enfermagem no cuidado ao paciente e no desenvolvimento de novos protocolos de segurança para combater a transmissão da doença. Confira o site da campanha.

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE PACIENTES COM COVID-19 DE CAMPINA GRANDE

PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE PACIENTES COM COVID-19 (INFECÇÃO SUSPEITA OU CONFIRMADA) Clique aqui para ler o documento na Íntegra INTRODUÇÃO Desde o final do ano de 2019 o mundo enfrenta uma crise após a descoberta de um novo vírus na população mundial: o SARS-Cov-2, uma variação de um vírus preexistente chamado de coronavírus, que causa a doença de manifestações predominantemente respiratórias que foi denominada COVID-19. O primeiro trabalho que demonstrou as suas alterações é bastante recente, tendo sido publicado há cerca de três meses(1). Mesmo assim a comunidade médica e científica mundial iniciou com urgência a realização de trabalhos e pesquisas acerca dessa doença que já acomete todas as camadas sociais, idades e gêneros da sociedade (1–3). Diversos países já foram acometidos por essa doença, mas especialmente China e Itália tiveram surtos com os maiores números de casos, registrando-se elevado número de mortes(4,5). Recentemente, o número de casos nos Estados Unidos da América superou o número de casos na China, Itália e Espanha, configurando grave problema de saúde pública. Devido à rapidez da disseminação do vírus em tão curto período, ainda são escassos os trabalhos esclarecendo as nuances de tratamento, diagnóstico e prognóstico, sendo poucas as revisões publicadas na literatura sobre o tema. Apesar disso, já se sabe que os sintomas mais frequentes são febre, coriza, congestão nasal, tosse, dispneia, malestar e mialgia(1–3,5). Laboratorialmente os pacientes apresentam alterações no níveis de albumina, elevação da proteína C reativa (PCR), D-dímero, desidrogenase láctica (DHL), velocidade de hemossedimentação (VHS) e uma linfopenia(1,6–12). Cerca de 22% dos pacientes apresentam elevação das enzimas hepáticas e habitualmente as plaquetas estão no limite inferior da normalidade (1,7–12). Pacientes com fatores de risco de imunossupressão aguda ou crônica são mais propensos a desenvolver formas mais graves de manifestações do vírus e o risco de complicações e morte é maior naqueles com comorbidades, sobretudo doença cardiovascular (1,3,5,13). Estima-se que 80% dos doentes apresentam sintomas leves(14), enquanto 20% irão evoluir com complicações, dentre as quais pneumonia e sepse e 5% irão requerer cuidados de terapia intensiva (14). A letalidade varia de país para país, porém os dados da China permitem estimar uma taxa em torno de 3% (14). O tratamento da doença ainda se demonstra incerto, e a comunidade científica tem dificuldades em estabelecer parâmetros fidedignos e uniformes para a conduta.Tendo em vista o alto grau de transmissibilidade da doença, um trabalho na Singapura demonstrou a necessidade da realização de medidas de contenção dentro dos serviços hospitalares para evitar a contaminação disseminada de pacientes e profissionais de saúde(15). Além disso, evidências mais recentes demonstram que a estratégia mais efetiva para supressão da epidemia consiste na testagem universal dos casos suspeitos e contactantes e medidas de isolamento social que devem ser indicadas para toda a comunidade (isolamento horizontal), no sentido de achatar a curva de disseminação do vírus e permitir a adequação dos recursos de saúde. Países como a Coreia do Sul, que adotaram protocolos rígidos de testagem e isolamento da população conseguiram controlar a epidemia e reduzir as taxas de letalidade (16). Nesse contexto de pandemia, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11/03/2020, persistem muitas dúvidas sobre questões mais específicas associadas à COVID-19. Uma delas diz respeito à gestação. Existem relativamente poucos trabalhos publicados até o presente abordando especificamente gravidez e COVID-19, consistindo basicamente em relatos de caso ou séries de casos(17–26), recomendações de experts(27–35) ou diretrizes de sociedades (36–41). A informação disponível ainda é escassa, mas parece que gestantes não são mais susceptíveis que a população geral para desenvolver sintomas graves de COVID-19.Em uma análise de147 mulheres, apenas 8% tinham doença grave e 1% estavam em condição crítica, de acordo com um relato publicado pela OMS(14). Porém, em outro estudo de revisão incluindo 32 gestantes afetadas por COVID-19, houve complicações com internação em UTI em dois casos e o que chamou a atenção foi a taxa de prematuridade (47%). Todavia, como o estudo foi pequeno e houve uma taxa muito elevada de cesariana, não ficou claro se a prematuridade é uma complicação associada à infecção pelo coronavírus ou se é iatrogênica, indicada pelo cuidador em decorrência de deterioração da condição clínica da gestante (42). Há relatos na literatura de comprometimento fetal e ruptura prematura de membranas (18). COVID-19 tem sido associada a risco aumentado de restrição do crescimento fetal e eventualmente a descolamento prematuro da placenta, porém não foram documentados efeitos teratogênicos ou evidências convincentes de abortamento (26,43). No entanto, como as principais séries publicadas envolveram em sua maior parte gestantes na segunda metade da gravidez, muitos aspectos da infecção persistem por ser elucidados. Aparentemente não existe transmissão vertical do vírus para os neonatos. Mais uma vez, não dispomos de informação de grandes casuísticas mas as principais séries de casos não indicam transmissão vertical (25,33,42). Um relato de caso publicado em 26/03/2020 sugeriu transmissão vertical com IgM detectada com duas horas de vida em recém-nascido de mãe submetida a cesariana eletiva, porém os swabs oronasais tiveram RT-PCR negativa (44). No mesmo dia, foi publicado outro relato com dois casos de recém-nascidos com IgM positiva nascidos de mães com pneumonia por COVID-19 (45) e um estudo com três casos de recém-nascidos afetados por COVID-19, entre 33 mães que tiveram COVID-19 na gravidez (46). De todos esses, apenas um na última série evoluiu com complicações, possivelmente devidas à prematuridade e à sepse, e não especificamente à COVID, e todos evoluíram para alta, sem nenhum óbito. Considerando os benefícios do parto vaginal na população geral, até o momento se recomenda que a via de parto deve ser obstétrica, de acordo com os principais guidelines já publicados, e a amamentação não é contraindicada. Além de não haver indícios de transmissão pelo leite materno, são tantos os benefícios da amamentação que superam eventuais riscos, devendo porém a lactante tomar as precauções padrão (usar máscara durante as mamadas, lavar rigorosamente as mãos antes de segurar o bebê) para evitar contágio do lactente(32,36,37). No puerpério, já foram publicados casos de deterioração rápida da condição clínica, tendo uma das pacientes previamente assintomática evoluído com febre intraparto atribuída a corioamnionite, hemorragia pós-parto, necessidade de intubação e posterior teste para COVID positivo (47). A outra só desenvolveu sintomas mais de 60 horas pósparto. As duas tinham comorbidades (a primeira era diabética e tinha elevação de enzimas hepáticas, a segunda hipertensão, asma e diabetes). Embora a evidência seja escassa, já foram notificados dois casos de óbito de puérperas nos números oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde do Brasil e, portanto, há necessidade de alerta para essa fase, sobretudo em mulheres com comorbidades. No presente momento, já foram diagnosticados na Paraíba 28 casos de COVID19, sendo dois na cidade de Campina Grande, e é bastante provável que esteja ocorrendo subnotificação, porque o protocolo até hoje só previa a testagem dos casos graves. A versão inicial deste protocolo foi proposta em 17/03/2020, quando ainda não havia nenhum caso confirmado em nossa cidade, momento ideal para que o serviço de saúde pudesse se estruturar e adequar planejando o atendimento integral aos pacientes com COVID-19. Sendo a única maternidade pública e a referência de gestação de alto risco para Campina Grande e mais 127 municípios pactuados (além de receber pacientes de municípios sem pactuação), o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) atende cerca de 600 partos/mês e prevê-se, portanto, que com a evolução da epidemia, em breve chegarão gestantes para assistência dentro da instituição. Desta maneira, é fundamental que se tenha um protocolo instuticional para o ISEA, visando a uma assistência integral estruturada, de alta qualidade e efetividade para o atendimento das pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19. Essas medidas são essenciais no cuidado às mulheres para redução de riscos à sua saúde, bem como para monitorar a evolução da gravidez e permitir desfechos perinatais favoráveis. Ao mesmo tempo, todos os esforços devem ser envidados no sentido de garantir a proteção dos profissionais envolvidos com seu cuidado, no intuito de reduzir o risco de contaminação durante o atendimento integral a essas pacientes. FINALIDADE Estabelecer um protocolo sistematizado de atendimento de pacientes gestantes e puérperas na maternidade referência da cidade de Campina Grande, com o intuito de garantir a melhor assistência baseada em evidências ao binômio mãe-bebê e ao mesmo tempo reduzir a disseminação da doença entre pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde. Clique aqui para ler o documento na Íntegra

Como conseguir afastamento das atividades laborais se você está grávida durante a pandemia?

COMO CONSEGUIR AFASTAMENTO DAS ATIVIDADES LABORAIS SE VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA DURANTE A PANDEMIA?
Na ausência de uma recomendação formal para afastar todas as gestantes até o momento, porém considerando os efeitos incertos e os potenciais riscos de COVID-19 no ciclo gravídico-puerperal, penso que o artigo 394-A da CLT pode trazer subsídio para o pedido da gestante de se afastar ou mudar de função (por exemplo para home-office).
CLT artigo 394-A prevê o afastamento de gestantes de atividades com qualquer grau de insalubridade
Decisão do STF - Por unanimidade e em ambiente virtual, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e manteve a decisão, tomada em maio pelo plenário, que proíbe o trabalho de gestantes em atividades com qualquer grau de insalubridade. Dia 11/11/2019
Caso não consiga, atestado médico pode ser usado com o CID Z20.9 e eventualmente o CID de cada comorbidade presente (se houver).
CID Z20.9 - Contato com e exposição a doença transmissível não especificad